Anatel apura falhas nos serviços da Telefônica e da Oi


As panes nas redes de telefonia fixa em São Paulo e Minas Gerais estão sendo analisadas pela fiscalização da Anatel. A agência quer saber as causas e as consequências dos incidentes, a qualidade dos serviços prestados e a confiabilidade das redes de telecomunicações, para evitar a descontinuidade dos serviços em situações críticas. O serviço de …

As panes nas redes de telefonia fixa em São Paulo e Minas Gerais estão sendo analisadas pela fiscalização da Anatel. A agência quer saber as causas e as consequências dos incidentes, a qualidade dos serviços prestados e a confiabilidade das redes de telecomunicações, para evitar a descontinuidade dos serviços em situações críticas.

O serviço de telefonia fixa em São Paulo e na região metropolitana de São Paulo sofreu uma pane ontem, entre 10h30 e 14h00, que afetou também serviços de emergência como 190 (Polícia Militar) e 193 (Corpo de Bombeiros). Em vários bairros, os clientes não conseguiam fazer ou receber ligações, locais ou de longa distância, justamente quando fortes chuvas causavam transtornos em toda a cidade. Até o início da noite de ontem, a prestadora ainda não havia identificado os motivos das instabilidades registradas.

A falha do serviço de voz em Minas Gerais ocorreu na rede da Oi, também ontem, entre 10h10 e 12h50. Ainda não foram esclarecidos os motivos da falha. Segundo a Anatel, após a análise das ocorrências, serão procedidas autuações devidas e, se for o caso, serão aplicadas as sanções estabelecidas em seus regulamentos.

De acordo com a agência, o regulamento da telefonia fixa prevê que, na ocorrência da interrupção do serviço, por qualquer razão, a prestadora deve notificar os usuários da localidade afetada mediante aviso público, comunicando os motivos, as providências adotadas para o restabelecimento dos serviços e a existência de meios alternativos para minimizar as consequências advindas da interrupção.

Havendo interrupção do acesso ao STFC na modalidade local, a prestadora deve conceder crédito ao assinante prejudicado. O crédito deve ser proporcional ao valor da tarifa ou preço da assinatura, considerado todo o período que o usuário ficou sem o serviço.

Pado

O superintendente de serviços privados, Jarbas Valente, disse hoje que a Anatel está acompanhando o problema que gerou a pane nos serviços de telefonia, ontem, mas que a causa ainda não foi identificada (nem no caso da Telefônica, em São Paulo, nem da Oi, em Minas). Segundo ele, há indicios de que o problema na rede da Telefônica teria ocorrido numa central de comutação, mas isso ainda não está confirmado. "Ainda não é possível dizer se abriremos um Pado, porque não há indicio se foi problema de gestão ou operação, o que justificaria a abertura de PADO", explicou Valente, que participou de um evento realizado em São Paulo. O mesmo procedimento vale para a Oi, comentou. 

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