Anatel afirma que bloqueadores de celular de presídios estão obsoletos


 O superintendente de fiscalização da Anatel, Edilson Ribeiro dos Santos, afirmou hoje, durante audiência pública na Câmara dos Deputados, que os bloqueadores de celular instalados nos presídios do Rio de Janeiro e São Paulo estão defasados tecnologicamente. Segundo ele, os poucos equipamentos que foram instalados só funcionam para um pequeno número de celulares que atuam …

 O superintendente de fiscalização da Anatel, Edilson Ribeiro dos Santos, afirmou hoje, durante audiência pública na Câmara dos Deputados, que os bloqueadores de celular instalados nos presídios do Rio de Janeiro e São Paulo estão defasados tecnologicamente.

Segundo ele, os poucos equipamentos que foram instalados só funcionam para um pequeno número de celulares que atuam em uma determinada faixa de freqüência e o ideal seria bloquear todas as freqüências hoje autorizadas para a comunicação sem-fio. “É possível instalar bloqueadores de comunicação nos presídios, mas para serem eficientes, teriam que ter capacidade de bloquear a comunicação de 11 faixas de freqüências diferentes. E isso vai depender de quanto se quer gastar”, afirmou.

O presidente da Acel – Associação das operadoras de telefonia celular – Ércio Zilli, por sua vez, afirmou que as empresas apóiam integralmente as recomendações aprovadas na CPI do Tráfego de Armas, que entende caber aos estados implementar os bloqueadores, utilizando os recursos do Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações). “Entendemos que atribuir a responsabilidade da implantação e manutenção dos sistemas às celulares não será uma medida eficaz, já que pegará uma pequena parte do espectro”, afirmou o executivo. Segundo ele, cada presídio precisa de um projeto específico, cujo trabalho técnico seria coordenado pela Anatel, cabendo aos fornecedores de equipamentos ficarem responsáveis pela instalação e manutenção dos sistemas.

Bloqueador de ladrão
Durante a audiência, o superintendente da Anatel chegou a apresentar um pequeno aparelho, que  é proibido no Brasil, mas que hoje já é encontrado nas mãos dos bandidos. “Esse aparelho, que é capaz de bloquear os celulares em um ambiente limitado está sendo usado pelos bandidos para impedir que a polícia se comunique”, afirmou ele. Santos afirmou ainda que a Anatel fará novos testes com novas tecnologias, mas que, além da instalação, o importante é que esses equipamentos tenham a manutenção correta.

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