Ampliação do limite de espectro é a agenda para 2018, diz De Angelis


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O presidente da TIM, Stefano De Angelis, acredita que a ampliação do limite de espectro que cada operadora pode possuir é a principal pauta regulatória para 2018. Isso porque, explicou, a demanda por consumo de dados está crescendo exponencialmente, e espectro de frequência é o combustível da telefonia móvel. “Precisaremos de muito mais espectro, e o cap atual não nos atende mais”, afirmou. O executivo  espera, inclusive, que a frequência de 3,5 GHz seja destinada para o celular.

Segundo ele, os testes que estão sendo realizados pela TIM nessa faixa têm apontado que não haverá interferência entre os serviços de celular e os de satélite, que atualmente ocupam uma parte desta frequência.

Comprador

De Angelis afirmou ainda que a TIM continua a ser uma “compradora ” no mercado de telecom, mas para que isso ocorra, ressaltou, “é preciso haver entendimento com os vendedores”. Para ele, a Oi, quando tiver a sua dívida equacionada, volta a ser um competidor de relevância no mercado brasileiro.

” A fragilidade atual da Oi é a 4G, mas ela tem uma importante rede de fibra que nenhuma outra empresa tem”, assinalou o executivo. Segundo ele, a Oi tem backhaul de fibra em 2,5 mil municípios brasileiros, o dobro do segundo colocado, que é a Telefônica.

 

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1 Comment

  1. Leônidas
    9 de dezembro de 2017

    Operadoras conseguem equipamentos para qualquer frequência. Já para provedores, 3.5GHz e 3.65GHz são praticamente as únicas não restritas acessíveis. Não me surpreendo se a Anatel fizer a sacanagem de entrega-las para operadoras… Não vai sobrar nenhuma outra. (2.6GHz foi sacanagem: leiloaram barato e com prazo limite para investimento, porém só tem solução cara e inacessível de LTE, que não é grandes coisas, para essa frequência, que certamente foi parte de um plano para descapitalizar provedores e abrir espaço para operadoras).

    A desculpa para não leiloar essa mesma frequência para provedores era interferência com satélites, o que a TIM mostra que não ocorre. E agora, Anatel vendida?