[Atualizado] Amos Genish é o novo CEO da Telecom Italia


Amos Genish_telecom-italia

O ex-CEO da Telefônica Vivo foi eleito CEO da Telecom Italia. Ele substitui Arnaud de Puyfontaine. Ambos são da Vivendi e evidenciam o controle da empresa francesa sobre a operadora italiana.

Genish já tinha função na administração da Telecom Italia. Foi nomeado gerente-geral em julho, após a saída de Flavio Cattaneo, que não resistiu ao embate com Puyfontaine. A Vivendi tem 24% do capital da Telecom Italia, mas conforme a própria comissão de valores da Itália, é a controladora de fato da tele.

Nesta quinta-feira, 28, o conselho de administração da Telecom Italia se reuniu para decidir pela nomeação de Genish, e manutenção de Puyfontaine como presidente do conselho.

A mudança envolve uma série de impasses políticos. A Telecom Italia é a herdeira do sistema estatal de telecomunicações e tem seus movimentos regulados. Seu comando é, tradicionalmente, italiano. Na tentativa de contemporizar os ânimos, a Vivendi manteve Giuseppe Recchi como presidente da Sparkle, a empresa de atacado da operadora.

Ainda restará à francesa equacionar o problema do controle de fato da Telecom Italia. Com essa definição, o governo pode cobrar da Vivendi compromissos assumidos pela Telecom Italia. E já estudaria uma multa de € 300 milhões porque a Vivendi teria mentido ao negar o controle de fato.

A Telecom Italia é a dona da TIM Brasil.

Foco em digitalização e banda larga

Ao ser nomeado, Genish adotou o mesmo discurso de quando foi para a Telefônica Brasil, depois de sua empresa, a GVT, ter sido comprada. À época, ele ressaltou a importância da digitalização, dos investimentos em ultra banda larga, melhora da qualidade no atendimento ao cliente e redução de custos devido à digitalização de processos internos.

Agora, não é diferente. “Vamos continuar a transformar a TIM com o objetivo de torná-las uma verdadeira telco digital. Nosso programa DigiTIM se baseia em melhorar a experiência do cliente, alavancar a digitalização no trato com o consumidor, usar análise de dados e big data para personalizar produtos e serviços, priorizar a qualidade do consumo de vídeo e multimídia em nossas ofertas convergentes, e manter investimentos em ultra banda larga”, fala, em comunicado destinado à imprensa.

Genish terá liberdade total para redefinir a estratégia da companhia, inclusive cogitar a venda ou compra de ativos. Ele terá ascendência sobre toda a execução do plano de investimentos do grupo, sobre soluções legais, relacionamento com governo, comunicação institucional, relações públicas e também governança da Fundação TIM.

[Esta notícia recebeu mais informações e foi atualizada depois de publicada] (Com agências internacionais)

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