América Móvil tem prejuízo no trimestre


A América Móvil, controladora da Claro no Brasil, também divulgou na noite de ontem, 19, os resultados do terceiro trimestre do ano. A companhia viu a receita, em pesos, crescer 1,2% em relação aos mesmos meses do ano passado, atingindo MxP 224 bilhões (equivalente a US$ 13,54 bilhões).

Como sua subsidiária brasileira, o grupo amargou prejuízo líquido de MxP 2,88 bilhões, ou US$ 175 milhões, no período. É o primeiro prejuízo registrado em um trimestre desde 2001. O lucro operacional, por sua vez, caiu 17,5%, para MxP 35,2 bilhões, ou US$ 2,12 bilhões. O EBITDA (lucro antes de amortizações e pagamento de juros) ficou em MxP 203 bilhões, 5,5% menor que um ano atrás – cerca de US$ 12,2 bilhões.

De acordo com a companhia, os resultados foram muito impactados negativamente pela expectativa de aumento dos juros por parte do FED, conjunto de bancos centrais norte-americanos, o que aumentou a volatilidade do câmbio nos principais mercado em que atua. A valorização do dólar nos mercados mexicano e brasileiro elevou o custo financeiro em mais de três vezes, para MxP 38,9 bilhões (US$ 2,35 bilhões). No segundo trimestre, esta rubrica representava despesa de não mais que MxP 11 bilhões, ou cerca de US$ 665 milhões.

A dívida do grupo cresceu 4% desde dezembro, atingindo 1,8x o EBITDA. Ao final de setembro, a companhia tinha dívida de US$ 42,17 bilhões.

Brasil e México representam, juntos, 55% das receitas do grupo. Os brasileiros somam 107,1 milhões de usuários (celular, banda larga fixa e TV paga), enquanto os mexicanos são 94,7 milhões. Em número total de acessos, no mundo, a companhia apresentou pequeno crescimento, de 365 milhões para 368 milhões.

O Brasil tem, ainda, 46% das unidades geradoras de receita (clientes pagantes), enquanto o México tem 27%, Colômbia 7%, e América Central e Europa, 6% na rede fixa. Na rede móvel, o Brasil desconectou 849 mil clientes pré-pagos “devido à crise econômica”, segundo a companhia. A base pós-paga cresceu em 181 mil linhas. Ao todo, a telefonia móvel da Claro no país encolheu 1,2% de julho a setembro, em relação ao segundo trimestre deste ano.

No balanço do grupo, a subsidiária brasileira Claro registra receitas totais de R$ 9 bilhões, maior 1,3% em relação ao terceiro trimestre de 2014. A receita com telefonia móvel caiu 3,3%, ficando em R$ 2,93 bilhões, com redução de 10,2% nas vendas de celulares e de 2,6% no faturamento com serviços. A operação de rede fixa cresceu 3,7%. A receita média por usuário no país caiu de R$ 15 para R$ 13, enquanto o churn cresceu de 3,3% para 3,5%. Dos 70,353 milhões de usuários móveis brasileiros, 16,137 milhões são pós-pagos (+6%) e 54,216 milhões são pré-pagos (-0,4%). Mais detalhes do balanço da Claro podem ser visto aqui.

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