América Móvil fecha 18 com lucro 8,4% maior


A dona da Claro Brasil reverteu no último trimestre o prejuízo de 2017 e fecho o ano com lucro de 45,6 bilhões de pesos mexicanos. No 4T18 o lucro foi de 9,51 bilhões de pesos. Desempenho do pós-pago brasileiro foi o melhor do grupo.

A América Móvil, dona da Claro, Embratel e Net, no Brasil e a maior operadora da América Latina em número de assinantes (275,7 milhões de assinantes de celular e 84,1 milhões de assinantes de TV paga e banda larga fixa) fechou o ano de 2018 com crescimento de seus lucros. Apurou lucro de 45,6 bilhões de pesos mexicanos, alta de 8,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

No último trimestre, a operadora também registrou lucros, revertendo o prejuízo de igual período do ano anterior. Teve lucro de 9,51 bilhões de pesos mexicanos, contra prejuízo de 10,5 bilhões do último trimestre de 2017.

Pelas regras da contabilidade dos Estados Unidos, (IFRS), a empresa apurou lucro líquido de 10,7 bilhões de pesos mexicanos no trimestre. De 48,5 bilhões de pesos mexicanos no ano, o que faz com que o seu lucro aumente 15,2% em relação a 2017, cujo lucro líquido, pelas mesma contabilidade foi de 42,1 bilhões de pesos mexicanos.

As receitas ficaram praticamente iguais ao ano de 2017, quando fechou 2018 com receita de 1, 022 trilhão de pesos mexicanos, contra 1, 021 trilhão de 2017. No 4T18, as receitas totais tiveram ligeira queda em relação a mesmo período do ano anterior. Elas somaram 261,9 bilhões de pesos mexicanos, contra 263,8 bilhões do 4T17, queda de 0,7%.

O Ebitda (caixa) do ano subiu 2,4%, para 285,6 bilhões de pesos mexicanos no ano de 2018. No último trimestre, o Ebitda ficou estável, em 70,6 bilhões de pesos mexicanos. O grupo investiu 152 bilhões de pesos mexicanos em todas as suas empresas no ano.

Destaques 

Conforme a empresa, os destaques do 4 trimestre de 2018 foram:

  • Aumento de 1,5 milhão de assinantes pós-pagos no quarto trimestre, incluindo 1,2 milhão no Brasil e quase 200 mil no México. A base pós-paga
    aumentou 7,2% ano-a-ano.
  • Os ganhos líquidos pré-pagos de assinantes aceleraram acentuadamente no México, na Colômbia, no bloco argentino e nos EUA trimestre, enquanto os ganhos pós-pagos o fizeram no Brasil.
    • A banda larga fixa ainda é o principal impulsionador da plataforma de linha fixa; foram conectados 590 mil novos acessos, um aumento de 5,6%.
  • Banda larga fixa e pós-paga móvel foram os principais impulsionadores da receita crescimento, subindo 9,5% e 7,9%, respectivamente, seguido pelo celular pré-pago receitas, um aumento de 3,2%. As receitas de TV por assinatura caíram 2,5%.
    • O EBITDA atingiu 70,6 bilhões de pesos no trimestre e permaneceu praticamente inalterado em relação ao ano passado em termos de peso mexicano, enquanto que em câmbio, subiu 6,8%.
    • Lucro operacional (EBIT) aumentou em 25,6% para 35,9 bilhões de pesos, em parte devido à redução das taxas de depreciação no Brasil.
    • Os custos de financiamento abrangentes diminuíram 68% ao longo do ano, para 12,1 bilhões de pesos. Essa redução decorre da liberação de provisões no Brasil relacionadas a um disputa tributária que foi resolvida favoravelmente.

 

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