América Latina vai registrar 100 milhões de novos acessos móveis até 2021


shutterstock_PeshkovaV_Device_telefonia_movel_celular_tecnologia_tendenciaA quantidade total de usuários de telefonia móvel vai continuar crescendo na América Latina. Até 2021, a região vai ganhar 100 milhões de novos assinantes, totalizando 850 milhões. Até o final deste ano, a área terá 740 milhões de usuários móveis, equivalentes  10% de todo o mercado mundial.

Os números indicam um crescimento composto (CAGR) de 2%, menor que o visto na África e Oriente Médio, Ásia e América do Norte, em um pouco superior ao esperado para a Europa.

Os dados fazem parte do estudo trimestral Mobility Report, realizado pela fornecedora de infraestrutura de telecomunicações Ericsson e cuja edição mais recente foi divulgada nesta terça-feira, 17. A pesquisa não traz segmentação por país, não possuindo dados específicos sobre o mercado brasileiro.

Até 2021, a tecnologia predominante será o 3G (WCDMA/HSPA). Este ano, a quantidade de usuários 2G e 3G devem ser semelhantes, (algo como 350 milhões, cada). Daqui para a frente, a Ericsson projeta um forte declínio do 2G, enquanto o 3G manterá a curva ascendente, bem como o LTE. A terceira geração está presente atualmente em 45% dos acessos, e chegará a 50% nos próximos cinco anos. Existem na América Latina 60 redes LTE operando comercialmente, sendo responsáveis por 5% das assinaturas. A tecnologia é a que mais vai crescer, representando 40% do mercado até 2021, somando 330 milhões de usuários.

Na seara dos dispositivos, os smartphones vão manter o crescimento exponencial, na mesma velocidade com que os feature phones caem em desuso. Hoje as bases são similares, com cerca de 350 milhões de dispositivos em cada categoria. Mas a tendência é que os feature phones sejam usados por menos de 200 milhões de usuários na América Latina em 2021, enquanto os smartphones estarão nas mãos de quase 700 milhões de pessoas. Significa que quatro de cada cinco celulares serão smartphones.

No mundo
O relatório traz dados mundiais sobre o setor de TICs. No planeta, a expectativa é que existam 9,1 bilhões de usuários móveis até lá, com 90% da população coberta por redes móveis. Hoje são 7,4 bilhões. Do total previsto para 2021, 6,4 bilhões usarão smartphone, 350 milhões, PCs ou tablets. Ao mesmo tempo, 7,7 bilhões de pessoas terão acesso a banda larga móvel. Os usuários 2G somarão apenas 1,3 bilhão – atualmente são 3,6 bilhões. Os usuários 3G passarão dos atuais 2,2 bilhões para 3,2 bilhões.

O LTE, como na América Latina, será a tecnologia móvel que mais vai se popularizar até 2021, passando dos cerca de 1 bilhão de usuários atuai para 4,1 bilhões, num ritmo de crescimento de 25% ao ano (CAGR). Até lá, representará 40% do mercado móvel da região. O 5G, cuja previsão de lançamento comercial é 2020, terá acumulado 150 milhões de acessos, pelas contas da Ericsson.

M2M
A Ericsson estima, ainda, que em 2021 existam 1,5 bilhão de dispositivos M2M e de internet das coisas conectados a redes móveis. Somando a conexão via outras redes, a empresa estima que existirão 28 bilhões de aparelhos conectados, sendo 10,7 bilhões M2M por redes fixas, aquele 1,5 bilhão por redes celulares, 3,1 bilhão de aparelhos de consumidores (IoT) por rede fixa, 2,8 bilhões de PCs ou tablets, 8,7 bilhões de celulares, e 1,4 bilhão de telefones fixos.

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