Amazonas discute inclusão do estado no PNBL


Na próxima quarta-feira, dia 23, o governo do Amazonas leva ao Ministério das Comunicações um projeto orçado em R$ 25 milhões para integrar, por meio de fibra óptica, 22 municípios do estado, que também ficou de fora do projeto inicial do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga). A ideia é compartilhar as fibras já instaladas pela Eletronorte e as do Gasoduto da Petrobras para conectar os municípios.

Pela rede do Gasodutio (que liga Coari a Manaus) seriam conectadas as cidades de Coari, Anamã, Anori, Codajás, Caapiranga, Manacapuru e Iranduba ao cabo de fibra ótica instalado no gasoduto Urucu-Coari-Manaus. “São 383 km de fibras que podem atender sete municípios do estado”, diz Alexandre Augusto Guedes Guimarães , diretor técnico da Prodam (Empresa de Processamento de Dados do Amazonas). Os demais municípios seriam conectados pela rede da Eletronorte. Além de órgãos públicos, o projeto prevê a conexão de escolas estaduais e municipais, prefeituras, delegacias, hospitais e postos de saúde.

A proposta do governo do Amazonas está sendo elaborada pela Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia (Sect), em parceria com a Prodam, e foi apresentada ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, quando ele esteve em Manaus, no início de fevereiro, participando da inauguração do cabo de fibras ópticas ligando Manaus a Caracas. Na ocasião, Bernardo foi cobrado pelo governo pelo fato do Amazonas não ter sido incluído no PNBL e encaminhou o assunto para o secretário de telecomunicações do Minicom, Nelson Fujimoto, com quem os técnicos do governo se reúnem esta semana.

O projeto do governo do Amazonas prevê, além do compartilhamento de fibras da Petrobras e da Eletrobras, cobertura por satélite, além do contrato (já existente) com a Embratel, cuja rede liga Manaus a Porto Velho (RO). “O grande problema do estado é a localização dos municípios, que dificulta a instalação de infraestrutura. Para se ter uma ideia, dos 61 municípios do estado, apenas 8 podem ser acessados por via terrestre – os demais apenas por via aérea ou por rio”, aponta Alexandre. Na capital, Manaus, há uma rede metropolitana, compartilhada da RNP, mas o grande problema é no interior e na saída do tráfego da capital.

Se o projeto vingar, o Amazonas planeja instalar 450 pontos na região metropolitana para conectar todos os órgãos do governo, incluindo os da administração direta, das unidades de saúde e da educação.

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