Alvarez: PST está velho e backhaul é a melhor alternativa


O Posto de Serviço de Telecomunicação (PST) está velho e pode não ter uso eficiente, por isso o governo propôs discutir a troca dessa obrigação por infra-estrutura de banda larga, o chamado backhaul. A afirmação é de Cezar Alvarez, chefe de gabinete adjunto da Presidência da República, que participou hoje de audiência pública na Comissão …

O Posto de Serviço de Telecomunicação (PST) está velho e pode não ter uso eficiente, por isso o governo propôs discutir a troca dessa obrigação por infra-estrutura de banda larga, o chamado backhaul. A afirmação é de Cezar Alvarez, chefe de gabinete adjunto da Presidência da República, que participou hoje de audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) da Câmara, para debater os termos de alteração do Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU).

Segundo Alvarez, se o Governo e as concessionárias chegarem a um acordo sobre essa troca, o país dará um salto gigantesco em termos de acesso à internet via banda larga. “Esses PST's vão representar X mil quilômetros de backhaul que vai chegar nos 3.570 municípios que não têm sequer ADSL”, destacou.

Alvarez explicou ainda que os técnicos do governo se deram conta, há pouco tempo, de que a obrigação de instalação dos PST's não é mais a melhor alternativa para as comunidades sem internet. "O que adiantaria ter os postos com orelhões e um fax, além de um terminal qualquer de acesso à internet, sem passar nas escolas e nas casas das pessoas?", questionou.

O chefe de gabinete ressaltou que apenas 300 dos mais de 5 mil municípios brasileiros são bem atendidos por banda larga, pois não há interesse de mercado em fazer o investimento em locais com pequenas populações. “O governo está negociando com as empresas a instalação da banda larga em todas as escolas públicas do país, como forma de ampliação do mercado”, justificou.

Na reunião do dia 17, entre os dirigentes das teles e o governo, as empresas ofereceram conectar gratuitamente cerca de 55 mil escolas em todo o país pelo período de quatro anos, porém o Governo contrapôs, aceitando que a conexão gratuita seja feita apenas nas escolas urbanas, e não mais nas urbanas e rurais, como reivindicava anteriormente, mas quer que a gratuidade se dê até o final da concessão, ou seja 2025. As empresas ficaram de apresentar nova proposta manhã, dia 20, em nova rodada de negociação, na Casa Civil.

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