Alvarez nega uso de informação privilegiada no caso Telebrás


O assessor especial de Inclusão Digital da Presidência da República, Cezar Alvarez , negou o uso de informação privilegiada no governo  sobre a reativação da Telebrás, conforme matéria publicada hoje no jornal Folha de S. Paulo. Ele frisou que a utilização das fibras ópticas das empresas de energia elétrica através da Eletronet  para levar banda larga …

O assessor especial de Inclusão Digital da Presidência da República, Cezar Alvarez , negou o uso de informação privilegiada no governo  sobre a reativação da Telebrás, conforme matéria publicada hoje no jornal Folha de S. Paulo. Ele frisou que a utilização das fibras ópticas das empresas de energia elétrica através da Eletronet  para levar banda larga à população mais pobre é uma discussão pública e que já vem sendo tratada há mais de cinco anos. "É um tema que vocês vão encontrar registros na imprensa desde 2004”, ressaltou.

“Das informações que detenho, da tranquilidade de como vimos trabalhando essa questão publicamente, não tenho o menor constrangimento de dizer que o plano de banda larga não se afastará um centímetro de suas diretrizes a partir dessa matéria”, disse Alvarez, que reconheceu não ter inteiro conhecimento das denúncias. “Fui informado por vocês”, completou.

Pela matéria publicada na Folha, o ex-ministro José Dirceu prestou serviços ao grupo empresarial privado que seria beneficiado pela reativação das fibras da Eletronet, que serão usadas pela Telebrás. A Star Overseas Ventures comprou participação na massa falida da Eletronet da americana AES por R$ 1. O presidente da empresa, também ouvido pela Folha, confirma a contratação da empresa de José Dirceu, mas nega que o seu trabalho de consultoria estaria voltado para o mercado brasileiro.

Sobre a possibilidade de o tema ser investigado no Congresso Nacional, por meio de CPI, que será proposta pelo deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC),  Alvarez disse que respeita as prerrogativas do legislativo, mas espera que não seja mais uma razão para adiar a necessidade de banda larga que o país tem. “No limite, essa idéia de CPI é para fugir da discussão dos problemas que este próprio partido tem em outras searas, mas é da legitimidade do Legislativo acompanhar e fiscalizar o Executivo, que o faça”, disse.

Em relação a valorização das ações da Telebrás, que em dois dias subiram mais de 15% depois que o presidente Lula confirmou a intenção do governo em reativar a estatal, Alvarez afirmou que desconhece o mecanismo de alta das ações na bolsa e reafirma que o uso de informação privilegiada vem sendo combatido no governo desde 2004.

Alvarez,entretanto, reconheceu que a empresa deverá mesmo ser reativada. “A Telebrás reúne as condições para gerir os ativos públicos da Eletrobrás, da Petrobras, mas também da articulação desses ativos com as redes municipais e estaduais, que são de posse dos governos estaduais e municipais’, disse. Segundo ele, a decisão final virá na próxima reunião do plano, que acontecerá no final de março ou início de abril, com o presidente Lula.

Cezar Alvarez foi um dos palestrantes do 21º Encontro Tele.Síntese, que discute os Desafios da Banda Larga, em Brasília.

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