Alog Data Center projeta crescimento de 30% este ano


A Alog Data Centers do Brasil, fundada em 2005 no Rio de Janeiro, iniciou a construção de seu quarto centro de processamento de dados em Del Castilho (RJ) e inicia os estudos para solicitar Capex para construção do terceiro e quarto módulo da unidade de Tamboré (SP). Recentemente, foram investidos R$ 24 milhões apenas na modernização dos dois primeiros sites da empresa, no centro de SP e centro do RJ. Todo esse movimento é uma resposta à expansão do mercado nacional de serviços de data center, que tem garantido à companhia um crescimento médio de receita da ordem de 30% ao ano desde 2008, esperado para se repetir em 2013.
 

“Estamos muito otimistas. Quando comparamos o uso e data centers em outros países e no Brasil, percebemos que há muito espaço para crescer: um estudo do 451 aponta que 50% das empresas americanas têm data center in house. Aqui, esse índice é de 90%”, afirmou Eduardo Carvalho, presidente da Alog.
 

Este cenário estaria prestes a mudar porque o paradigma de uso de data centers externos nas empresas mudou. Muitas preferem alugar um serviço conforme a necessidade, do que investir em data center e servidores próprios. “Em 2001 dava para jogar futebol dentro dos data centers. Em 2005, o mercado de fato começou a entender que poderia ser mais interessante contratar esse serviço e, desde então, o mercado vem evoluindo”, brinca o executivo. Segundo ele, um fator preponderante para a mudança cultural das empresas são os custos de telecomunicações, que eram muito altos. Algo que mudou com a entrada de novas operadoras, o que permite a oferta de serviços de data center a um custo mais razoável.
 

Com previsão de inaugurar em setembro o primeiro data center Thier 3 do Rio de Janeiro, em Del Castilho, a Alog pretende aproveitar o impulso econômico gerado pelos eventos esportivos como a Copa do Mundo de Futebol e as Olimpíadas. Além disso, as perspectivas do setor de petróleo e gás também animam os executivos.

Em 2014, a Alog pode ganhar um impulso a mais com a provável compra pela Equinix, que atualmente detém 52% da empresa. Dona de 95 data centers no mundo, ao exercer a opção de compra no início do ano que vem, a Equinix deverá trazer um executivo para assumir a empresa, dar a ela seu nome, mas mais do que isso: apoiar a atração de clientes de seus serviços no mundo para utilizarem as atuais instalações da Alog. “Teremos acesso maior aos clientes da Equinix, o que nos ajudará em global deals e para incrementar o cross boarder”.

Em um mercado dinâmico, a Alog não se incomoda com o avanço das teles na oferta de serviços de cloud computing e data center. “Eles entram em projetos específicos, onde há malha muito grande de interligação de pontos. Aí eles são mais competitivos, mas para outras situações, não conseguem ter nossa agilidade de atendimento”, afirma Carvalho. O executivo diz que as operadoras não são grandes competidoras e sim possíveis parceiros em projetos e que ainda há espaço para outros players no mercado local.
 
 

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