Alibaba se prepara para revolucionar a forma como as pessoas fazem compras


O futuro já começou no supermercado Hemo, aberto há cinco meses em Xangai. Por meio de seus celulares, os clientes identificam a origem e data dos produtos, especialmente daqueles itens comestíveis que são de consumo rápido.

Responsável por metade das transações de comércio eletrônico dentro a China e dono de sites de transações no mercado internacional entre empresas ou para o varejo, o grupo Alibaba está investindo em novas tecnologias que vão mudar radicalmente a forma como as pessoas fazem compras. Com a tecnologia 5G, que vai trazer maior velocidade na comunicação e baixíssima latência, e recursos de inteligência cognitiva, big data, automação do reconhecimento, geolocalização e rastreamento, Allan Cai, especialista sênior em desenho de produtos da Alibaba, diz que os negócios vão passar por uma revolução.

E a revolução na forma como as pessoas fazem suas compras já começou no supermercado Hemo, inaugurado há cinco meses em Xangai, na China. Lá os clientes visitam as gôndolas de produtos comestíveis com seus celulares, por meio dos quais checam a procedência e validade dos produtos. Muitas das iguarias de que os chineses gostam são muito sensíveis e se deterioram rapidamente. Daí a importância de serem muito frescas. O supermercado é tão sofisticado que tem um restaurante, para onde são transferidos e preparados os produtos escolhidos para serem consumidos localmente num banquete em grupo. Já os produtos que vão para casa, podem ser levados pelo próprio cliente, ou colocados em uma sacola especial, devidamente identificada com etiqueta e entregue na residência por serviço de despacho.

A experiência da Alibaba foi um dos relatos apresentados hoje, no primeiro dia do MWC 2018, que se realiza em Barcelona, sobre os novos serviços que vão estar disponíveis com a chegada da tecnologia 5G. A experiência da Alibaba está sendo feita com o LTE Advanced, mas Cai vislumbra que as possibilidades de serviços avançados vão se ampliar com a 5G na medida em que vai melhorar a qualidade da conectividade de forma extensiva e elástica, em um ambiente aberto e open source, ou seja, dentro de um ecossistema onde possa haver a colaboração de um grande número de desenvolvedores de aplicações. “Temos que criar um ambiente onde haja cada vez uma interação maior entre o usuário e o que está sendo oferecido para ele”, observou.

 

Carros autônomos

Em janeiro, durante a Consumer Eletronics Shows, em Las Vegas, a Toyota apresentou o conceito de seu carro autônomo, um furgão movido a eletricidade, que pretende colocar em testes em eventos como os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. Hoje, Ryokichi Onishi, líder do grupo da Divisão de Pesquisa Técnica da Toyota mostrou quais os desafios que estão sendo enfrentados para desenvolver o projeto, que envolve 25 companhias. Ele mencionou que há limitações de banda e que não é fácil fazer a escalabilidade. O entendimento é que a escala tem que ser orientada pelo crescimento do serviço , que o off loading dos dados usa o conceito de networking edge. O desenvolvimento está sendo baseado em comunidades e se apoia em standards e no conceito open source.

A visão da Toyota para o desenvolvimento do carro autônomo parte de quatro pilares, segundo Onishi: internet conectada, capacidade e escalabilidade, edge computing e comunidades de base. Além disso, destacou a importância da existência do Automotive Edge Computing Consortium, criado em agosto do ano passado por um conjunto de empresas (Ericsson, Intel Corporation, NTT, NTT Docomo, Toyota, Toyota Motor) para desenvolver um ecossistema para carros autônomos, criar mapas em tempo real e um serviço de assistência baseado em nuvem.

O consórcio se concentrará no aumento da capacidade da rede para suportar o grande volume de dados automotivos entre os veículos e a nuvem por meio de computação de ponta e design de rede mais eficiente. Ele irá definir requisitos e desenvolver casos de uso para dispositivos móveis emergentes com um foco particular na indústria automotiva, municiando de informações os órgãos responsáveis por definir padrões, consórcios da indústria e provedores de soluções. O consórcio também incentivará o desenvolvimento de melhores práticas para a abordagem de computação distribuída e em camadas recomendada pelos membros.

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