Algar protocola pedido para vender ações em bolsa


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A mineira Algar Telecom protocolou hoje, 16, pedido na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para negociar seus papéis na bolsa de valores. A operadora pretende fazer uma oferta primária de ações ordinárias, para aumento de capital, e uma oferta secundária de papeis dos acionistas.

As instituições financeiras que vão coordenar a oferta pública de distribuição de ações são Bradesco BBI, que vai liderar a operação, além de BTG Pactual, que vai operar como agente estabilizador, J.P. Morgan, Santander, UBS Brasil, Itaú BBA, BB Investimentos.

A empresa não divulgou, ainda, o volume exato de ações que pretende emitir. Avisa, no entanto, que a quantidade poderá variar até 20%. O preço por ação será definido após o “bookbuilding”, período em que representantes da Algar vão buscar no mercado investidores comprometidos em participar da oferta.

Controle inalterado

Embora vá para o mercado aberto, a Algar lembra que seus atuais acionistas continuarão a deter maioria dos papeis e o controle da companhia. A operadora vai divulgar, nas próximas semanas, mais detalhes da oferta, como prospecto, condições de venda e compra.

O pedido protocolado hoje ainda precisa ser analisado pela CVM. Somente depois do aval, que o procedimento poderá continuar. A tele afirma, ainda, que não pretende fazer nenhuma oferta no exterior, nos Estados Unidos, através da SEC (a CVM norte-americana).

Mudanças estruturais

A abertura da Algar ao mercado trará mudanças estruturais à empresa. O conselho de administração aprovou a fusão do Comitê de talentos Humanos ao Comitê de Governança Corporativa, criando um único grupo dentro da companhia.

Também será criado um Comitê de Estratégia e Inovação, formado por Divino Sebastião de Souza, Silvio Genesini Júnior e Clau Sganzerla. E um Comitê de Assessoramento do Conselho de Administração.

O próprio conselho de administração terá de se adequar. Para isso, foi elaborada uma nova política de indicação de seus membros, aprovada também na reunião de hoje. O conselho será formado por no mínimo cinco, e no máximo sete membros, sem suplentes, eleitos em assembleia geral.

Deles, um terço deverá ser de conselheiros independentes. Não poderão ter nenhum cargo na companhia. Atualmente, são dez os integrantes do conselho. Tanto a administração da empresa, quanto os acionistas, poderão indicar candidatos.

A diretoria da Algar Telecom também vai mudar. Passará a ter executivos com mandatos de três anos, renováveis. Serão de quatro a dez diretores, sendo um presidente, um vice-presidente de negócios, um diretor financeiro, um de relações investidores, um de negócios atacado, entre outros.

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