Logo_Algar propO grupo mineiro Algar divulgou na noite de ontem, 13, o balanço financeiro de 2016. A companhia registrou receita bruta de R$ 3,3 bilhões, 7,2% maior que o verificado no ano anterior. Já o lucro líquido atingiu R$ 183,6 milhões, superando em 19,5% o volume de 2015, todo vindo da divisão de telecomunicações.

No segmento de telecomunicações, o grupo creditou o bom desempenho pela ampliação da cobertura móvel em 3G, que terminou o ano disponível em 87 municípios, e do 4G, implantado na frequência de 700MHz nas cidades de Uberlândia e Ituiutaba (MG). Ainda na oferta de serviços móveis 4G, a empresa lembra que fechou contrato com a Nokia para expandir, até o final de 2017, o serviço na frequência de 1.800MHz à grande maioria dos clientes.

Ao final de 2016, a Algar Telecom apresentava mais de 3,5 milhões de Unidades Geradoras de Receitas (acessos em telefonia móvel, fixa, banda larga ou TV paga), um incremento de 8,4% em relação a 2015. As receitas de dados móveis cresceram 28,5%, enquanto as de soluções de telecom a clientes corporativos evoluíram 18%.

O EBITDA do negócio telecom atingiu R$ 633,3 milhões e margem de 36%, 3p.p. acima do registrado em 2015, um crescimento de 17,9%. A receita ficou em R$ 2,4 bilhões, 8,2% maior que no ano anterior. Em 2016, a receita operacional líquida da Algar Telecom totalizou R$ 2.5 bilhões – evolução de 5,2% em relação a 2015. O endividamento bruto terminou o ano em R$ 1,42 bilhão.

Já a divisão de BPO, Algar Tech, teve prejuízo, embora a receita bruta tenha crescido 4,5%, para R$ 902 milhões. Segundo a Algar, parte do portfólio de clientes é formada por empresas de setores que foram impactados pela recessão econômica. “Em virtude desse momento, a empresa foi pressionada por renegociações e reduções de escopo dos serviços, fazendo com que a receita proveniente desses clientes caísse em relação a 2015”, explica.