Alcatel-Lucent quer serviços liderando receita no Brasil


Da receita da subsidiária brasileira em 2008, cujos valores a empresa não revela, 41% foram obtidos com o setor de serviços. Este ano, o objetivo é chegar a 50% num processo que ainda poderá avançar, já que a principal estratégia da multinacional é atuar como integradora de serviços e tecnologias e, cada vez mais, agregar …

Da receita da subsidiária brasileira em 2008, cujos valores a empresa não revela, 41% foram obtidos com o setor de serviços. Este ano, o objetivo é chegar a 50% num processo que ainda poderá avançar, já que a principal estratégia da multinacional é atuar como integradora de serviços e tecnologias e, cada vez mais, agregar valor aos serviços oferecidos aos seus clientes. Por enquanto, metade do que a subsidiária apura com serviços vem dos setores tradicionais, ligados à gerência e manutenção da rede para operadoras; um quarto provém da manutenção de seus próprios equipamentos, e o restante de serviços inovadores, que são os mais rentáveis.

É neste segmento que Ben Verwaayen, CEO da empresa que assumiu o cargo em setembro com a missão de interromper o ciclo de maus desempenhos da companhia, quer que a empresa cresça. E foi este o recado que ele trouxe aos executivos e funcionários da empresa no Brasil, onde também visita clientes para mostrar que a Alcatel-Lucent não é mais um fabricante de equipamentos, embora continue desenvolvendo tecnologia e até fabricando equipamentos. “Nós somos um fornecedor de soluções, apoiadas em arquiteturas e padrões abertos. Oferecemos a melhor solução para atender às necessidades do clientes e, para isso, buscamos parcerias e trabalhamos com qualquer tecnologia”, pontifica Verwaayen, que hoje pela manhã conversou com jornalistas em São Paulo.

Valor agregado

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Como exemplo desse novo foco da Alcatel na área de serviços, Jonio Foigel, presidente da subsidiária brasileira, cita o trabalho de gerenciamento da solução de vídeo on demand sobre rede de fibra óptica lançado pela TVA/Telefônica em São Paulo (o empresa também forneceu o midleware) e o trabalho de consultoria em desenvolvimento para a Oi na oferta de banda larga às escolas públicas. Nesse trabalho, cabe à Alcatel identificar o melhor tipo de conexão (e o fornecedor pode ser qualquer um) e fiscalizar a execução da instalação.

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