Alcatel-Lucent inaugura show room de tecnologias de ponta


O Brasil representa apenas 3% das receitas globais da Alcatel-Lucent, mas é uma fatia que pode crescer e, por isso, merece a atenção do board da empresa, que participou hoje, pela manhã, da reinauguração de um centro de demonstração de tecnologias na sede da empresa, em São Paulo. De acordo com Ben Verwaayen, CEO da empresa, o Brasil tem grandes perspectivas com o desenvolvimento da banda larga e precisa se preparar para os eventos esportivos mundiais que serão realizados aqui. “Nesse centro apresentamos as nossas tecnologias, as aplicações que estão sendo desenvolvidas. O mundo é global e local e nosso compromisso é colocar as tecnologias desenvolvidas à disposição de todos, ao mesmo tempo”, disse.

Para Verwaayen, a competitividade da indústria depende basicamente de dois fatores: velocidade de inovação e o desenvolvimento de aplicações tanto comerciais como sociais. Ele deu grande destaque, em suas intervenções durante a solenidade de inauguração, à parceria com os governos para o desenvolvimento de soluções nas áreas de segurança, saúde e educação, entre outras. Não é por outra razão que a Alcatel-Lucent participa de vários trials com governos ao redor do mundo e acaba de firmar parceria com a PM de São Paulo para instalação de um piloto na tecnologia LTE.

Demonstrações

Entre as muitas aplicações de ponta apresentadas no Centro Tecnológico da Alcatel-Lucent estão as soluções na tecnologia LTE, de quarta geração de telefonia móvel celular, através das quais a empresa espera recuperar o terreno perdido nesse segmento no Brasil, depois que ficou fora do mercado de redes de 3G. “Somos líderes em LTE, com solução fim-a-fim, e queremos ser líderes no Brasil”, disse Jonio Foigel, presidente da subsidiária brasileira, ao comentar os projetos da empresa para a chegada da LTE no Brasil – o leilão das licenças deve ser realizado pela Anatel em 2012.

No Centro, há sistemas de gerenciamento de rede, como o Wireless Network Guardian, já operacional em outros países e em trial na Vivo, e soluções ainda em desenvolvimento nos laboratórios da empresa dona do Bell Labs, como uma plataforma que integra redes diferentes e bases de dados, de tal forma que o cidadão possa ver, no seu tablet ou na sua TV, a a sequência do filme que começou a assistir no vôo, no dia anterior, exatamente a partir do ponto em que a exibição foi interrompida. 

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