Alcatel-Lucent espera repetir, em 2012, bom desempenho na América Latina


 

Barcelona – A expansão das redes 3G, a venda do primeiro sistema LTE e a grande expansão da banda larga móvel e também fixa garantiram à Alcatel-Lucent um desempenho muito bom na América Latina e Caribe, em 2011. Segundo Oswaldo di Campli, presidente da empresa para a região de Cala, a expansão foi da ordem de 20%. Ele também está otimista com as perspectivas de 2012 e acredita que terá expansão superior ao crescimento previsto para os países da Cala, entre 6% e 7%.

Depois que perdeu o bonde da 3G, em decorrência da atuação com mais de uma tecnologia na geração anterior e da natural reestruração após a fusão de Alcatel e Lucent, a empresas concentrou todos os seus esforços no desenvolvimento da LTE. “Estamos bem posiocionados na quarta geração”, avalia di Campli. Na região, a primeira rede LTE a entrar em operação foi da Antel, no Uruguai; no final de 2011 foi ativada a de Porto Rico.

No Brasil, maior mercado da região, o crescimento foi menor, ao redor de 15%, em função da demora da Oi em retomar os investimentos e da reestruturação da Telefônica. Com esses problemas superados, Jonio Foigel, presidente da subsidiária brasileira, espera uma expansão maior em 2012, se não ocorrerem acidentes de percurso.

O leilão das licenças de 2,5 GHz é a oportunidade para a Alcatel-Lucent voltar a ser um player importante no mercado móvel. Por isso, decidiu retormar a produção no país e desenha um plano agressivo de investimento em P&D, que depende ainda de muitas negociações com o governo, caso seja escolhida fornecedora de tecnologia por uma operadora que comprar licença de 2,5 Ghz.

 

Mas Foigel vê também oportunidades para a empresa na reconfiguração das redes 3G. A nova arquitetura de rede distribuída lançada para a LTE, onde a rede central ou macro convive com uma camada de rede metro, na qual pequenas células são colocadas mais perto do cliente, melhorando a cobertura com redução de custos, pode também ser aplicada a redes 3G. A Alcatel-Lucent já tem cinco projetos desse tipo sendo desenvolvidos ao redor do mundo e, de acordo com Foigel, inicia ainda neste semestre um trial no Brasil.

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