Alcatel-Lucent Enterprise planeja IPO em até três anos


A Alcatel-Lucent Enterprise (ALE), fornecedora de serviços e equipamentos de comunicação corporativa, traça planos ousados para os próximos anos. O objetivo é, em três anos, dobrar de tamanho globalmente para, finalmente, realizar uma oferta pública de ações no mercado francês. O crescimento esperado é orgânico e, fundamentalmente, através de aquisições.

A empresa hoje é controlada pelo fundo chinês de investimentos Huaxin, e tem 15% de participação da Nokia – que herdou as ações ao comprar a Alcatel-Lucent recentemente. A ALE atua em 100 países. Na América Latina, o Brasil é seu maior mercado, seguido de México,  Argentina, Colômbia, Chile e Peru. No Brasil, 15 mil empresas, de diferentes dimensões, usam os serviços. O número exato de usuários dos sistemas, porém, não é revelado.

Nuno Riba, VP de vendas da Alcatel-Lucent Enterprise na América Latina
Nuno Riba, VP de vendas da Alcatel-Lucent Enterprise na América Latina

“No país a estratégia para crescer neste ano se baseia em três pilares: fortalecimento da base instalada, expansão do modelo de serviços em cloud, e investimento em infraestrutura”, resume Nuno Ribas, vice-presidente de vendas para a América Latina e Caribe da ALE.

A tendência, explica, é que finalmente o mercado brasileiro comece a comprar soluções pay-per use em nuvem. Aí, entram as operadoras, como os principais canais de venda. Elas vão oferecer os serviços, com marcas próprias, suportados pela ALE. De acordo com o executivo, três das quatro principais operadoras já estão com os data centers aptos para iniciar as vendas.

Uma delas é a Telefônica Vivo. A operadora herdou uma carteira de 80 mil usuários corporativos ao adquirir a GVT, mas nenhum desses clientes usa serviços baseados em nuvem, ainda. O modelo de contrato com as teles ainda está sendo fechado. A discussão é se o melhor negócio será fazer revenue share, ou manter a prática do fee por usuário.

Ribas não revela dados financeiros da empresa. Conta, no entanto, que em 2015 a receita permaneceu estável no Brasil, sem crescimento, enquanto no resto houve aumento. No ano anterior, 2014, a expansão foi de 14%. Na América Latina, Colômbia, Chile e Peru foram os países onde o grupo mais cresceu, porcentualmente.

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