AL pode se tornar 2º maior centro de contact center do mundo depois da Índia


A América Latina pode se tornar o segundo maior hub de contact center e outsourcing do mundo, depois da Índia, saltando de um faturamento anual de US$ 8,4 bilhões em 2012 para US$ 18,5 bilhões até 2020, dos quais US$10,3 bilhões seriam no Brasil, segundo pesquisa da consultoria Frost&Sullivan apresentada durante evento nesta terça-feira (6) em São Paulo. Segundo o diretor de TICs da companhia, Cristiano Zaroni, a proximidade com os Estados Unidos e a boa disponibilidade de mão-de-obra, entre outros fatores, devem ajudar a impulsionar a indústria na região.

 

“A América Latina também é vista como um importante centro de outsourcing para países de língua espanhola”, acrescentou Zaroni. Para o analista, a indústria de contact center terá um papel importante no estímulo a investimentos em infraestrutura na região, que, de acordo com o estudo, deve atingir 65% de penetração em banda larga fixa e 200% em serviços móveis até 2020, impulsionada também pelos programas governamentais de universalização da banda larga, como o PNBL brasileiro.

 

“Grande parte dos negócios da Atento são na América Latina”, afirmou José Carlos Rocha, diretor de TI da empresa do Grupo Telefónica, que também participou do evento da Frost&Sullivan. A companhia atua com TI desde 2006 e já tem 92% de suas operações de offshore da Espanha na região.

 

Rocha alerta, no entanto, que o custo da mão-de-obra brasileira e sua falta de qualificação, além do baixo desemprego, ainda são entraves para o crescimento do setor no país. “A maior linha de custo do contact center é a mão-de-obra”, afirmou o executivo. Segundo o estudo da Frost&Sullivan, o setor de contact center deve empregar 1,3 milhão de pessoas na América Latina em 2020, dos quais 756 mil serão no Brasil.

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