Aice. O telefone “popular” não consegue atrair cliente


O Aice – Acesso Individual Classe Especial – o telefone fixo com assinatura mais barata- não pegou.  Ao custo  de R$ 9,58, sem imposto, ou no valor inferior a R$ 15 com os impostos, não consegue . Mesmo que haja a resistência das concessionárias – que, é verdade, por muito tempo “esconderam” de seu cardápio esta opção de linha telefônica, o fato é que este telefone fixo, de preços mais acessíveis, não atrai a sua clientela.

Conforme os dados da Anatel, a base instalada do Aice em outubro deste ano era de apenas 154,034 mil. Deste total, a Oi é a que tem a maior base , com 105,187 mil linhas.  A Telefônica tem 48,518 mil . A CTBC (que atua no Triângulo Mineiro, principalmente) tinha 103 linhas ativas e a Sercomtel (em Londrina), 226 linhas.

Na revisão dos contratos de concessão, cuja consulta pública foi lançada pela Anatel,  este serviço está mantido, com as mesmas características atuais: assinatura menor, com franquia de 90 minutos para falar para telefones fixos e  cobrança por pré-pago após a franquia.

A agência mantém este serviço porque o contrato que está sendo revisado só abarca a telefonia fixa. Mas, como disse recentemente o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, “quem fica parado é poste”.

Não parece que a população brasileira perceba valor na telefonia parada. Esta pode ser uma causa do desinteresse por esta forma de comunicação. Outra, pode ser o pacote de serviço estabelecido, que tem limitações de uso. Mas estas limitações, justifica a Anatel, estão vinculadas ao próprio custo do serviço e à sobrevivência da concessão.

Com a revisão contratual –quando se propõe uma discussão mais ampla do modelo de telecom implementado até hoje – o Aice também poderia ser repensado.

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