Acordo entre MiniCom e Fifa não trará prejuízos, diz Alvarez.


O acordo assinado entre o Ministério das Comunicações e a Fifa, para fornecimento de infraestrutura de telecomunicações nas Copas das Confederações e do Mundo, não traz prejuízos ao governo. É o que garante o secretário-executivo Cezar Alvarez, responsável pelas negociações dos termos do documento. “É certo que ficamos com gastos que não estavam previstos, mas repassamos para a entidade outros que imaginávamos arcar”, disse.

Pelo acordo, o governo fica responsável pela infraestrutura e serviços que, após o evento, serão usados no país. Já a Fifa arcará com os gastos com serviços e equipamentos que são necessários apenas para as Copas. Alvarez citou como gasto inesperado a gestão da rede, com custo avaliado de R$ 40 milhões, mas em compensação fica livre de contratar a plataforma Wanda de transmissão de vídeos em alta definição, avaliada em R$ 50 milhões, e que quase foi licitada pele Telebras.

A estatal também se livrou da contratação de capacidade satelital e de instalação de antenas provisórias. E ainda pode receber 50% pelo uso da rede, em serviços contratados após a assinatura do acordo. Já os pagamentos dos pacotes acertados anteriormente serão integralmente repassados para a Fifa. “Acreditamos     que esse item é considerado um avanço, já que não fazia parte do acordo assinado entre a entidade e o governo da África do Sul, que hospedou a Copa do Mundo passada”, disse Alvarez.

Os recursos que serão necessários para as novas atribuições, que caberão à Telebras, porém, ainda estão em avaliação. Mas não serão suportados pelos R$ 200 milhões repassados à Telebras para a construção da rede de alta capacidade, nas 12 cidades-sede dos jogos. O acordo fechado ontem demandou oito meses de negociações.

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