Acordo entre HBO e Sky é obstáculo à oferta de serviço de streaming avulso da AT&T no Brasil


A AT&T comprou a Time Warner, já rebatizada para Warner Media, com a intenção de criar plataformas digitais de conteúdo que poderiam concorrer com Netflix. Já em 2019, vai lançar um serviço de streaming avulso, vendido independentemente de assinaturas em TV paga.

Mas o projeto deve ficar restrito ao mercado norte-americano, conforme informações dadas pelo CEO da operadora, Randall Stephenson, durante apresentação a analistas realizada nesta terça-feira, 4.

Segundo o executivo, a plataforma de streaming será comercializada em três versões. A mais simples, trará apenas os filmes produzidos pela HBO. Uma segunda oferta, terá também séries e documentários, além dos filmes, da HBO. Por fim, a oferta mais cara, terá todo o conteúdo HBO e dos estúdios Warner.

No Brasil, isso não deve acontecer tão cedo, no entanto. Stephenson afirmou que a importância da HBO na grade da Sky é um impeditivo.

“Gostaríamos que fosse uma plataforma global, mas não é tão simples. Há uma série de relacionamentos intrincados onde os conteúdos são distribuídos, ao redor do mundo, e em muitos casos as relações são muito profundas e importantes, como é o caso da Sky. No line up deles, há muito conteúdo HBO. Então não dá pra lançar o produto tão cedo lá. Teremos que pensar como resolver isso”, disse.

O executivo afirmou, ainda, que o lançamento da plataforma acontecerá após uma análise país a país. “Não haverá um produto que sirva para todos os mercados fora dos EUA porque a Warner Media tem relações muito complexas fora dos EUA”, falou.

Stephenson disse também acreditar que o consumidor terá um produto de streaming de conteúdo ao vivo e assinará mais dois ou três serviços de streaming de vídeo (SVOD) no futuro próximo. “Queremos ser um desses dois ou três produtos assinados”, relatou.

No Brasil, a fusão entre AT&T e Time Warner ainda passa pelo escrutínio dos reguladores.

5G

Assim como sua rival norte-americana Verizon, a AT&T também avisou que vai lançar no primeiro semestre, junto com Samsung e Qualcomm, um celular 5G compatível com sua rede. A operadora espera encerrar o ano com 12 cidades nos EUA atendidas com 5G, e chegar a 400 em 2019. “As antenas estão sendo instaladas, as small cells estão sendo distribuídas”, afirmou Stephenson.

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