Ações das teles sofrem com piora dos cenários interno e externo


As ações das operadoras de telecomunicações brasileiras estão em queda acentuada nesta segunda-feira (1). Nem a notícia de que a Oi obteve uma oferta maior pelos ativos da operadora Portugal Telecom foi suficiente para deixar o papel no azul. Os papeis da companhia abriram o dia em alta, mas logo reverteram a tendência. Às 16h, as ações PN caíam 6,52%, e as ON, 7,94%. TIM caía 7,54%, enquanto as PN da Telefónica Vivo eram vendidas com baixa de 4,38%, e as ON, a -3,71%.

Segundo analistas de mercado, o tombo das teles hoje se deve à piora do cenário interno e externo, e não a algo específico do setor. No Brasil, a balança comercial apresentou em novembro o pior resultado em 34 anos, com queda de 25% nas exportações e recuo de 6% das importações, de acordo com números divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

No ano, a balança apresenta déficit de US$ 4,221 bilhões. O Boletim Focus, levantamento do Banco Central junto a analistas de mercado, aponta também para inflação mais alta, em 7,20%, e PIB crescendo menos em 2015, de 0,77% – antes previa-se crescimento do PIB de 0,80%.

No âmbito externo, dados que mostram menor predisposição a compra no mercado norte-americano. Foram divulgados, ainda, números que indicam desaquecimento de compra pela indústria chinesa e na União Europeia. Indicações de que bancos centrais de outros países cogitam elevar os juros também mexem com os humores do mercado.

Para os analistas ouvidos pelo Tele.Síntese, as ações das operadoras estão entre as que mais sofrem oscilações com as pioras dos índices devido à alta alavancagem no setor. O menor apetite por risco e possível aumento de juros por outros bancos centrais, tende a afastar o investidor do mercado acionário.

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