Ações da Telemar lideram queda no IBovespa


Analistas de mercado consideraram negativo para o grupo Oi a decisão dos acionistas minoritários titulares de ações ordinárias e preferenciais da Brasil Telecom (BRT) que, em AGE realizada hoje, não aprovaram a proposta de novas relações de substituição entre ações da BRT e da Telemar Norte Leste (TMAR). Adicionalmente, a Oi informou que, em função …

Analistas de mercado consideraram negativo para o grupo Oi a decisão dos acionistas minoritários titulares de ações ordinárias e preferenciais da Brasil Telecom (BRT) que, em AGE realizada hoje, não aprovaram a proposta de novas relações de substituição entre ações da BRT e da Telemar Norte Leste (TMAR). Adicionalmente, a Oi informou que, em função do resultado, o processo de simplificação societária do grupo está suspenso por prazo indeterminado. As ações BRT03, que ontem chegaram a subir 9%, hoje estavam em queda de 9.7%. No final desta tarde, a medida impactava também os papéis da Telemar, que lideravam as maiores quedas do Ibovespa. Enquanto os papéis PNA da Telemar Norte Leste registravam queda de 6,02%, cotados a R$ 52,25, as ações ON e PN da Telemar caíam 5,26% e 4,56%, respectivamente cotadas a R$ 37,99 e a R$ 28,66.

A corretora Fator considerou o resultado da AGE negativo para o grupo Oi, considerando os seguintes motivos: O grupo continuará a possuir seis diferentes tipos de ações negociadas em bolsa (TNLP3, TNLP4, TMAR3, TMAR5, TMAR6, BRTO4 e BRTO3), divididas em três companhias distintas e seus respectivos custos de manutenção de capital aberto; a interrupção do processo barra, no médio prazo, novos movimentos de consolidação societária do grupo; a BRT pode pagar o ônus por não se integrar à controladora. Além disso, a captura de sinergias operacionais (a utilização do benefício fiscal não será prejudicada, segundo afirmou a Oi em teleconferência do resultado do 1T10) pode ser menor pela não incorporação integral da BRT e as ações da BRT tendem a perder liquidez.

Por outro lado, a rejeição da nova relação de troca por parte dos minoritários acentua a percepção de falta de governança corporativa do grupo. Também dificulta eventuais associações ou parcerias com outros grupos, lembrando que houve muita especulação sobre a possibilidade da Portugal Telecom, caso deixasse a Vivo, vir a se interessar em adquirir uma participação na Oi.

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“Não há como saber no momento quais serão os próximos passos do grupo Oi no sentido de retomar mais adiante seu processo de consolidação, seja por eventual melhora na relação de troca (o que consideramos bastante improvável, dado o histórico da companhia), ou por qualquer outro método. Acreditamos que as ações da companhia continuarão a ser prejudicadas no curto prazo, em função de tamanhas incertezas”, considera relatório da corretora Fator. (Da redação)

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