Ações da Telefónica na PT foram adquiridas por UBS e TPG


A Telefónica, que era a maior acionista da PT com 10% do capital, confirmou em comunicado ao mercado que vendeu 8%, passando a deter 2,02% do capital social e respectivos direitos de voto da operadora nacional. Ao vender a sua participação na PT, a Telefónica contorna o impedimento legal, que era dado como certo, de …

A Telefónica, que era a maior acionista da PT com 10% do capital, confirmou em comunicado ao mercado que vendeu 8%, passando a deter 2,02% do capital social e respectivos direitos de voto da operadora nacional. Ao vender a sua participação na PT, a Telefónica contorna o impedimento legal, que era dado como certo, de não votar na assembleia geral de 30 de junho, o que poderá ter implicações decisivas sobre o controle da Vivo, já que a contagem de votos – a favor e contra a alienação da empresa brasileira – promete ser  acirrada.

O banco suíço UBS, que assessora a Telefónica na oferta pela participação da PT na Vivo, informou em comunicado à CMVM (comissão de valores mobiliários de Portugal) que foi um dos compradores de parte dos 8% das ações da Telefónica na PT. O UBS tem agora nas mãos 5,84% da Portugal Telecom –  os suíços já controlavam 2,19% do capital da operadora portuguesa. Outras ações foram adquiridas pela  gestora internacional TPG-Axon Capital Management, que deve votar ao lado da Telefónica com 4,24% dos direitos de voto da PT.

Com a venda dos 8% que a Telefónica detinha na Portugal Telecom, a operadora passou a ficar com a seguinte nova estrutura: Grupo Espírito Santo (7,99%), Brandes Investment Partners (7,89%), Grupo Caixa Geral de Depósitos (7,30%), RS Holding (6,77%), UBS (5,84%), TPG-Axon Capital Management (4,24%), Barclays Plc (2,48%), Deutsche Bank AG (2,36%), BlackRock Inc. (2,35%), Controlinveste (2,28%), Norges Bank (2,13%), Telefónica (2,02%) e Grupo Visabeira (2,01%). (Da redação, com agências internacionais)

Anterior STF mantém suspensão da lei paulista contra assinatura básica
Próximos Fórum defende banda larga como política de Estado