Ações da América Móvil continuam a cair após multa de US$ 1 bi por tarifa de interconexão móvel


As ações da América Móvil continuam a perder valor devido à maior multa já recebida por uma empresa de telecomunicações, no México. Na sexta-feira, a Comissão Federal de Concorrência (Cofeco) aplicou uma multa de 11,989 bilhões de pesos mexicanos, ou US$ 1 bilhão, contra a sua operadora de celular, a Telcel, por prática monopolista no mercado de terminação de chamada móvel em um processo que se arrasta desde 2006. No comunicado divulgado pela empresa, ela avisa que vai recorrer da multa na justiça. De qualquer forma, mesmo que seja uma longa disputa judicial, como imaginam os investidores, os papeis da operadora continuama  sofrer. A América Móvil é a maior empresa de telefonia celular das Américas. Em dezembro do ano passado possuia 225 milhões a assinantes sem-fio e 51,5 milhões de assinantes de serviços fixos (entre tefone e TV paga). No Brasil, ela é dona Claro e seus controladores possuem também a Embratel e a Net.

Na avaliação da Merril Lynch, a intenção da agência antitrust mexicana é a de fazer com que as tarifas de interconexão da rede móvel (aqui no Brasil, nós a chamamos de VU-M) caiam ainda mais, para diminuir o poder de mercado da América Móvil que detém 70% do market share mexicano. Desde 2002, o México promove um gradual corte nestas tarifas que custam hoje US$ 0,08 o minuto (no Brasil, elas custam US$ 0,25 o minuto, em média). Para a consultoria, o corte da VU-M não se traduz, necessariamente, em perda de mercado da principal operadora. Tanto que, assinala, na Colômbia, desde 2007 as tarifas de terminação da rede móvel caíram 50% e a América Móvil continuou com um market share de 60%. Ou no Chile, onde as tarifas de interconexão caíram 45% em 2009, e a principal operadora, a Telefônica, perdeu apenas 2% do market share, ficando com 42% do mercado chileno. ( Da redação).

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