NIC.br vai cobrar pelo uso dos PTTs


Provedores de acesso e de conteúdo deverão pagar taxas a partir de julho de 2017 nos pontos de São Paulo e Rio de Janeiro. Valor poderá variar de R$ 115 a R$ 5,5 mil a porta por mês.

shutterstock_marutti_tecnologia_rede_conexao_iconeO IX.br vai cobrar uma taxa para conexão em seus pontos de troca de tráfego. A medida tem como intuito garantir a sustentabilidade dos PTTs. Este locais são usados por provedores de acessos para trocar dados com redes nacionais e internacionais. Existem no Brasil 26 PTTs da entidade em funcionamento, mas a cobrança vai começar por aqueles situados nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

O valor da taxa ainda está em debate. O IX.br, braço do NIC.br para a gestão dos pontos, está recebendo sugestões sobre como aplicar as regras de cobrança. A proposta inicial prevê pagamento mensal de R$ 115 por porta de 1G. Para porta 10G, R$ 690. E para 100G, R$ 5.520. Em todos os casos a contratação mínima seria de seis meses.

A cobrança terá início em 1º de julho de 2017. Há intenção de que todos os PTTs adotem a taxa a partir do momento que tenham um tráfego igual ou superior a 100 Gbps.

O NIC.br continuará a pagar a maior parcela dos custos dos pontos de interconexão. O motivo para a cobrança está na dificuldade de manter o Capex crescente em meio ao valor atual do câmbio. Atualmente os PTTs consomem cerca de R$ 20 milhões por ano em investimentos de expansão, e tem custos de operação de R$ 5,75 milhões. A receita do NIC.br é de cerca de R$ 120 milhões.

O crescimento do volume de dados usados em certos PTTs também influenciou a decisão. O IX de São Paulo, por exemplo, apresentou crescimento de 14x na média de tráfego desde 2012, atingindo o pico de 1,54 Tbps este ano. Em comparação, a quantidade de pedidos de registro de domínios cresceu dez vezes menos, “apenas” 1,4x.

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4 Comments

  1. 12 de dezembro de 2016

    Ja foi grátis.
    Duro e que os ptta não são interligados e mais.
    Tem trafego pois os asn e os cdns estão lá.

    Quebraram a primeira regra geral da sua criação sem consulta aos provdores e as operadoras. Grátis.

    Abraços .

  2. Diego
    12 de dezembro de 2016

    Wilson, houve consulta através da lista destinada a isso e no IX Fórum 2015, “ninguém” se manifestou contrário nessas oportunidades.

  3. 13 de dezembro de 2016

    Não vejo mal nenhum. Um valor irrisório.

  4. Medeiros
    13 de dezembro de 2016

    Concordo com a cobrança do valor. Se formos comparar os benefícios que o obtemos em desempenho, é um valor atrativo. Afinal não existe almoço grátis, e nada mais certo de contribuirmos para a alocação de recursos, visto que equipamentos e mão de obra para essa área não é barata, muito menos trivial.