Acesso à internet: o desafio internacional.


"O acesso  foi  identificado como a mais importante questão para todo o processo do IGF [Internet Governance Forum-IGF Brazil 2007]", concluiu, hoje, durante debate sobre o tema realizado no evento, Markus Kummer, do Ministério de Relações Exteriores da Suíça, responsável pela área de tecnologias da informação e comunicação no World Summit  on the Information Society …

"O acesso  foi  identificado como a mais importante questão para todo o processo do IGF [Internet Governance Forum-IGF Brazil 2007]", concluiu, hoje, durante debate sobre o tema realizado no evento, Markus Kummer, do Ministério de Relações Exteriores da Suíça, responsável pela área de tecnologias da informação e comunicação no World Summit  on the Information Society (WSIS).

A discussão entre especialistas, membros de governos e da sociedade civil de várias partes do mundo, buscou modelos para incluir no acesso banda larga à internet cerca de 5 bilhões de pessoas que permanecem excluídas da rede – numa população mundial de 6 bilhões. Numa síntese dos principais pontos apresentados, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, destacou a colocação feita por Mouhammet Diop, CEO da Next.sn, Senegal, e consultor do Banco Mundial, sobre a importância da colaboração regional para atingir modelos de desenvolvimento local. O ministro observou, ainda, que o financiamento  da infra-estrutura está no cerne da questão, bem como os custos de roteamento, e que essa universalização não se dará sem a participação do Estado. "Gostaria de mencionar a colocação de Anita [Gurumurthy, Executive Director, da IT for Change, de Bangalore (Índia)], de que o Estado tem papel fundamental de fornecer acesso".

Na mesma direção, de acordo com a avaliação de Kummer, ficou claro que "as diferentes forças de mercado podem não ser suficientes". Seriam necessários modelos inovadores de parcerias público-privadas, por exemplo. As várias exposições traduziram, ainda, no entendimento dele, "uma mensagem forte por reformas regulatórias e pelo incentivo à competição". Mas, reconhece o especialista, "não há uma solução única, nem modelo perfeito [para garantir e expandir o acesso]. Mas todos parecem estar de acordo que é por meio de um arcabouço regulatório sólido, que deve incluir tarifa e energia elétrica."

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