Aceleração econômica faz Texas Instruments prever crescimento de 50% em 2008


Com o bom momento da economia brasileira e mundial, a Texas Instruments, fabricante norte-americana de semi-condutores, acredita que terá crescimento no Brasil de 50% em seu faturamento, em comparação com o ano passado. Segundo afirmou ontem Antonio Motta, diretor geral da empresa para a América do Sul, “o mercado mundial de semi-condutores deve crescer em …

Com o bom momento da economia brasileira e mundial, a Texas Instruments, fabricante norte-americana de semi-condutores, acredita que terá crescimento no Brasil de 50% em seu faturamento, em comparação com o ano passado. Segundo afirmou ontem Antonio Motta, diretor geral da empresa para a América do Sul, “o mercado mundial de semi-condutores deve crescer em média 8% este ano, enquanto o mercado brasileiro deverá crescer o dobro disso”.

A empresa agora quer aproveitar a boa maré mundia, e aumentar sua presença e suporte aos mercados emergentes. “Com o crescimento econômico, as empresas estão desengavetando projetos, aumentando nossa demanda, principalmente nos setores automotivo, médico-hospitalar, e segurança”, avaliou Motta. O executivo acrescentou que estes projetos deverão estimular o crescimento da empresa este ano, “e para 2009 devemos crescer no mínimo 20% para mantermos o ritmo”.

Telecom

Nokia, Sony Ericsson e Motorola estão dentre as cinco maiores clientes da empresa no Brasil. Motta salientou que, na área de telecomunicações, a empresa está investindo em dois segmentos: PABX VoIP e set-top boxes IP. “Todos os fabricantes de PABX já têm uma plataforma VoIP, e esta vai se tornar padrão no mercado. O volume ainda não apareceu, mas é uma questão de tempo”, frisa o executivo. Outro mercado potencial da Texas Instruments é o de set-top boxes IP. “O mercado vai caminhar para TV via celular, apesar das dificuldades regulatórias. Queremos estar nesse mercado por meio de parcerias, principalmente devido ao padrão brasileiro, o ISDBT.”

Quanto a instalação de uma fábrica de semi-condutores no Brasil, desejo explícito do presidente Lula, Motta se mostra cético: “acho muito pouco provável que qualquer fábrica de semi-condutores venha a se instalar no Brasil nos próximos cinco anos”. Ele afirma que este mercado depende de muita escala, que não é encontrada no país, e de infra-estrutura básica “como portos funcionais, estradas em boas condições, rapidez na alfândega, coisas nas quais o Brasil ainda é deficitário”. 

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