Acel descarta ampliação da cobertura celular em 2007


 O presidente da Acel (associação das operadoras de telefonia móvel), Ércio Zilli, ao fazer as projeções do segmento para o próximo ano, descartou a possibilidade de as operadoras fazerem novos investimentos para atingir cidades ainda não atendidas pelo serviço. “O crescimento da cobertura requer muitos investimentos, e as condições atuais não os justificam”, afirmou ele. …

 O presidente da Acel (associação das operadoras de telefonia móvel), Ércio Zilli, ao fazer as projeções do segmento para o próximo ano, descartou a possibilidade de as operadoras fazerem novos investimentos para atingir cidades ainda não atendidas pelo serviço. “O crescimento da cobertura requer muitos investimentos, e as condições atuais não os justificam”, afirmou ele. Atualmente, pelo menos dois mil municípios brasileiros não têm acesso ao serviço.

Zilli assinalou que as operadoras móveis investem, anualmente, entre 25% a 30% de sua receita líquida  e que até hoje não tiveram retorno sobre o capital investido. Até 2005, as operadoras investiram R$ 38 bilhões e geraram R$ 30 bilhões de caixa. “O fluxo de caixa livre foi negativo em R$ 8 bilhões. O que significa que fica cada vez mais difícil o retorno para os acionistas”, afirmou.

Na sua avaliação, o  próximo ano será marcado pelo acirramento da competição pelos clientes já existentes, competição essa que será incrementada com a portabilidade.

 Segundo Zilli, a taxa de crescimento da telefonia móvel continuará a diminuir seu ritmo no próximo ano, e, para reverter esses desempenho, ele só vê duas alternativas: a redução do preço dos aparelhos telefônicos ou a redução de impostos. A primeira opção depende da indústria global, e a segunda, reconhece ele, é improvável se concretizar.    

Anterior Publicidade móvel, uma promissora fonte de receita.
Próximos Operadoras móveis querem Anatel independente e com dinheiro