ABTA: Coronel Oliva chama setor para melhorar a educação


O Congresso da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) teve hoje, 2, a palestra do Coronel Oswaldo Oliva Neto, do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE) da presidência da República. Ele convocou empresários de pay TV a participar de paceria com o setor educacional a fim de se criar um clima de "vontade política" para …

O Congresso da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) teve hoje, 2, a palestra do Coronel Oswaldo Oliva Neto, do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE) da presidência da República. Ele convocou empresários de pay TV a participar de paceria com o setor educacional a fim de se criar um clima de "vontade política" para utilização do FUST (Fundo de Universalização das Telecomunicações) para melhorar a qualidade de ensino no país. Membros da ABTA aproveitaram a oportunidade para reclamar da pouca atenção do governo ao setor.

"É uma antiga aspiração nossa convesar com o governo, mas nunca tivemos interlocutores", lamentou o diretor executivo da associação, Alexandre Annenberg. A falta de diálogo ficou mais evidente, na opinião do próprio Annenberg, com as ausências de dois dos principais convidados para o debate que se seguiu à apresentação de Oliva. Os secretários Roberto Pinto Martins (do Ministério das Comunicações) e Rogério Santanna (Planejamento) não puderam comparecer –  o que Annenberg classificou como "decepcionante".

Oliva Neto defendeu o uso do FUST para estimular a banda larga nas escolas. Para tanto, uma das opções seria criar um serviço de comunicação multimídia em regime público. De acordo com o coronel, alternativas como essa seriam mais simples e eficazes do que mudar a Lei Geral das Telecomunicações. "Em um ambiente estressado como o Congresso isso poderia demorar uns 5 anos", estimou.

Loteria

Neto frisou que não se pode depender apenas do FUST para que as ações tenham efeito. Ele informou que o governo estuda a criação de uma nova loteria, cuja renda seria revertida para o desenvolvimento de conteúdos digitais educacionais – em diferentes mídias. O modelo já existe na Espanha. "Não adianta ter só a conexão, a banda larga. É preciso  desenvolver conteúdos apropriados. É um papel importante que pode ser influenciado pelas empresas de TV por assinatura. Não adianta só empacotar conteúdos estrangeiros", disse.

Annenberg, por sua vez, voltou a reclamar. Da incoerência de as empresas de pay TV serem obrigadas a contribuir com o FUST (segundo seus cálculos, já foram quase R$ 200 milhões), mas, por serem de regime privado, não poderem usufruir da verba para investir, por exemplo, em novas redes. "Acho boa a sugestão de criar um SCM em regime público em que possamos nos candidatar à prestação do serviço", encerrou.    

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