Abrint quer Telebras vendendo backhaul das metas de universalização


Os pequenos provedores de banda larga e internet reunidos na Abrint defendem a criação de uma empresa de atacado para comercializar a capacidade do backhaul construído como obrigação do Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU).

Segundo o Basílio Peres, diretor da Abrint, o backhaul, que começou a ser construído há cinco anos, por imposição do PGMU, e que deverá continuar nos próximos cinco anos, conforme nova proposta da Anatel, deveria ser explorado por uma empresa independente a das concessionárias, no modelo da Inglaterra, onde a Open Reach faz a oferta de atacado da infraestrutura. Ele defende, porém, que aqui no Brasil a Telebras deveria ser a empresa a fazer a oferta de atacado. “A rede está sendo construída como obrigação do PGMU, e, por isto, com recursos públicos. A Telebras, empresa pública criada justamente para fazer a oferta de atacado, é que deveria ficar com esta infraestrutura”, defende.

O superintendente da Anatel, José Alexandre Bicalho, lembrou, contudo, que este backhaul é ofertado pelas concessionárias no sistema de atacado, e não seria necessária a sua administração independente. Basílio alegou porém, que não houve qualquer oferta desta infraestrutura até hoje no sistema conhecido como SNOA.

Bem reversível

Para Veridiana Alimonti, do Intervozes, a agência deveria explicitar nos contratos de concessão que o bakchaul é bem reversível, tendo em vista que está sendo financiado com os recursos da União.

 

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