Abrint atribui fracasso da venda avulsa da faixa de 450 MHz a modelo equivocado


O diretor da Associação Brasileira dos Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), Basílio Perez atribuiu o fracasso do leilão da frequência de 450 MHz, realizado pela ontem pela Anatel, ao modelo equivocado adotado para a venda do espectro. Segundo ele, nenhuma empresa teve interesse pelo pacote que inclui esta frequência, ao contrário dos provedores regionais de internet, que demonstraram interesse e foram impedidos de disputá-lo em razão das regras que beneficiaram as grandes empresas.

Perez sustenta que, no interior do país e nas áreas rurais, são os provedores regionais que operam desde os primórdios da rede. “As teles não são capazes de promover a capilaridade que nós proporcionamos à internet no país”, afirma.

O diretor da Abrint lembra que todos os contratos firmados pela Anatel até agora exigem as contrapartidas estabelecidas no leilão realizado esta semana, porém são comercialmente inviáveis para grandes empresas. “Para nós, provedores regionais, são viáveis economicamente e tecnicamente”, garante.

A maioria desses empresários opera com tecnologia de rádio, mas já investe também em redes próprias de fibra óptica. Juntos, os provedores regionais representam a quarta maior força de comunicação no país, segundo levantamento divulgado em 2011 pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

Segundo a Abrint, hoje o Brasil conta com cerca de três mil provedores regionais que operam em cidades de todos os tamanhos. “Se por um lado a tecnologia evolui rapidamente e nos obriga a novos investimentos, por outro a regulamentação, muitas vezes injusta, favorece apenas os grandes interesses econômicos”, destaca.(Da redação, com assessoria de imprensa)

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