Abranet avalia contratar conjuntamente aluguel de postes para ISPs


Há anos se arrasta o debate em torno do preço cobrado pelas distribuidoras de energia elétrica pelo aluguel dos postes para empresas prestadoras de serviços de telecomunicações. Entre os pontos centrais está a variação dos preços de acordo com o volume de postes contratados e a dificuldade que novos entrantes enfrentam para acessar esse tipo de infraestrutura. Para tentar mediar esse conflito, a Associação Brasileira de Provedores de Internet (Abranet) demonstrou nesta quinta-feira (10) a disposição de mediar a contratação de postes junto às distribuidoras, de forma a ganhar escala para seus clientes.

“Essa é uma ideia importante. Já fazemos coisas parecidas com fornecedores de equipamentos com muito sucesso. Não de trata de esquecer a questão regulatória, mas precisamos encontrar modelos que possam ajudar mais nossos associados”, afirmou ao TeleSíntese, o presidente do conselho da associação, Eduardo Parajo.

A abertura de diálogo com as distribuidoras é um dos esforços da associação. Como uma das formas de aproximação, a Abranet convidou executivos da Eletropaulo para uma mesa em seu evento anual, que acontece hoje e amanhã em São Paulo. “Muitas vezes os ISPs desconhecem as dificuldades dos distribuidores e precisamos mostrar o que acontece do outro lado. Se não tentarmos buscar uma boa solução para os dois lados, não conseguimos resolver essa questão. Há risco de judicialização e isso não é bom para ninguém”, explicou, em tom conciliador, Parajo.

Durante a mesa Desafios e Oportunidades no Compartilhamento de Infraestrutura – A Visão das Distribuidoras de Energia Elétrica que tratou do assunto nesta quinta-feira, Edmundo Matarazzo, consultor de assuntos regulatórios, frisou que o maior entrave para se alterar a situação de aluguel dos postes é a modicidade tarifária. Essa regra impede que a distribuidora trate o aluguel de postes como uma receita, uma vez que deve ser (90%) devolvida ao consumidor de energia elétrica. Ainda, como ficou evidente na mesa, há a dificuldade de destinar recursos para o mapeamento e cadastro da utilização dos postes pelas prestadoras de serviços de telecomunicações.

Sheila Brito, gestora de clientes Eletropaulo, informou aos presentes no evento, que a distribuidora cobra R$ 10 por unidade, quando são alugados até 1 mil postes. A cobrança cai pela metade, R$ 5, nos contratos a partir de 1 mil postes. Acima de 5 mil postes contratados, o valor cai para R$ 3,90 por unidade.

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