ABRA também defende capital nacional para o conteúdo audiovisual


"Tudo pode, mas nem tudo deve. A legislação tem que estar acima da tecnologia". É assim que Amilcare Dallevo Júnior, presidente da Associação Brasileira dos Radiodifusores, ABRA, comenta a polêmica em torno da produção de conteúdo audiovisual em tempos de convergência digital. Amilcare participou na manhã de hoje de audiência pública na Comissão de Ciência …

"Tudo pode, mas nem tudo deve. A legislação tem que estar acima da
tecnologia". É assim que Amilcare Dallevo Júnior, presidente da Associação
Brasileira dos Radiodifusores, ABRA, comenta a polêmica em torno da produção
de conteúdo audiovisual em tempos de convergência digital. Amilcare
participou na manhã de hoje de audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia no Senado Federal e lembrou que "a convergência é inevitável, mas é preciso proteger a produção do conteúdo no Brasil".

O presidente da ABRA mostrou que é preciso diferenciar o que é produção daquilo que é distribuição de conteúdo audiovisual. Ressaltou que diversos países do mundo protegem o conteúdo, restringindo a participação estrangeira nas empresas de conteúdo a um percentual máximo, que varia entre 20 e 49 por cento. No Brasil, a TV a cabo tem percentual máximo de 49 por cento de participação estrangeira e a TV aberta, de 30 por
cento de capital estrangeiro.

Além disso, Amilcare apresentou como alternativa para a convergência
tecnológica o sistema WiMAX, de transmissão com operação compartilhada, que
pode permitir até novos modelos de negócio, com internet e telefonia
gratuita. "A rede WiMAX pode passar vídeo, dados e voz, funcionando com uma
transmissão similar à do celular, proporcionando mais vantagens para o
usuário final", explicou.

O representante da ABRA enfatizou ainda que é preciso valorizar a TV aberta
no Brasil, uma vez que ela sempre foi uma fator de integração nacional,
alcançando praticamente 100 por cento dos municípios brasileiros com
transmissão gratuita. Além disso, a Associação prevê a necessidade de manter
a transmissão por satélite, mesmo após a implantação do sistema digital,
como forma de garantir maior cobertura do território nacional.

( Fonte: assessoria de imprensa ) 

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