Abinee quer política industrial mais ampla para o setor eletroeletrônico


A Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) deve entregar, ainda esta semana, um documento pedindo  ao governo modificações na PITCE (Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior). A associação quer uma nova política industrial, que contemple todos os setores por ela representados – componentes, energia elétrica, automação, informática, telecomunicações – e não apenas …

A Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) deve entregar, ainda esta semana, um documento pedindo  ao governo modificações na PITCE (Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior). A associação quer uma nova política industrial, que contemple todos os setores por ela representados – componentes, energia elétrica, automação, informática, telecomunicações – e não apenas os setores de software e semicondutores, como é na atual PITCE.

O documento será encaminhado, conjuntamente, aos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), da Ciência e Tecnologia (MCT), da Fazenda, Casa Civil, ao BNDES e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). A expectativa da Abinee é que suas reivindicações possam ser contempladas na política industrial em elaboração no governo – um trabalho conjunto do Mdic, BNDES e ABDI – que está em processo de revisão, já que um dos  principais pontos da política, os incentivos fiscais às indústrias, com redução de taxas e impostos, não poderá ser definido sem que o Orçamento da União seja aprovado pelo Congresso.

Projeções

As vendas do setor eletroeletrônico, no mês de janeiro, superaram as expectativas da indústria, de acordo com as informações divulgadas pela Abinee. Exceção a área de componentes elétricos e eletrônicos, que continua sendo afetada pela concorrência internacional, estimulada pela desvalorização do Real, os demais setores registraram vendas acima do esperado.

O setor de informática continua sendo beneficiado pelas políticas de inclusão digital, que contribuiram para o aumento de PCs legais, de 21,4% em 2007 (na comparação com 2006) e um incremento de 183% nas vendas de notebooks. No setor de telecomunicações, as vendas de celulares continuaram aquecidas e a avaliação da Abinee é que novos investimentos movimentem a indústria de infra-estrutura, em razão das redes de 3G que começam a ser instaladas. Outro setor que será diretamente beneficiado por leilões já realizados é o de geração, que deve alavancar o crescimento de GTD (Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica). A expectativa da Abinee é que, neste ano, ocorram os investimentos oriundos dos leilões de energia nova (Santo Antônio/Rio Madeira) e energia alternativas (PCHs), ocorridos em 2007.

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