Abinee encaminha a governo proposta de política industrial


A Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) encaminhou à Casa Civil, aos ministérios do Desenvolvimento, Fazenda e Ciência e Tecnologia propostas para a elaboração de uma nova Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE) para o Brasil. O objetivo é sugerir medidas “que estimulem a atração de investimentos e melhorias nas condições …

A Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) encaminhou à Casa Civil, aos ministérios do Desenvolvimento, Fazenda e Ciência e Tecnologia propostas para a elaboração de uma nova Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE) para o Brasil. O objetivo é sugerir medidas “que estimulem a atração de investimentos e melhorias nas condições da produção nacional, e que tornem o Brasil competitivo no cenário externo”, destacou hoje, em encontro com a imprensa, Humberto Barbato, presidente da Abinee.

As principais sugestões levadas ao governo federal e à Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) são relacionadas a redução da carga tributária e a melhoria da situação cambial, focando o segmentos de Telecomunicações, Tecnologia da Informação (TI) e Geração, Transmissão e Distribuição de energia (GTD).  “Se não houver um plano de Estado para estimular estes setores, não vamos conseguir competir com os chineses”, afirma Barbato, avaliando que as políticas públicas têm que ser adotadas “independente da proposta de reforma tributária que está sendo avaliada em Brasília”.

Ele considera a reforma positiva, por trazer de volta a agenda o tema da questão tributária no país, mas ressalta que ela sozinha não é suficiente para estimular todo o setor. A expectativa é que a reforma trará uma desoneração da folha de pagamento, principalmente na produção de softwares, o que seria posititivo pois “hoje não há hardware que não tenha nenhum software embarcado”, diz Barbato.
Ele espera também uma melhoria da situação cambial para auxiliar o segmento de GTD. "Não estamos pedindo nenhum tipo de proteção para a indústria instalada no país, mas sim condições iguais as observadas no resto do mundo", conclui. 

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