Abinee aguarda lista da Receita para se posicionar sobre o Paraguai


 Preocupada com a disposição do governo brasileiro, que quer negociar com o Paraguai uma relação de produtos eletro-eletrônicos que passariam a ser importados daquele país com alíquotas menores do que as atuais – embora não sejam fabricados no país vizinho, e por isso, não fariam parte do acordo do Mercosul – a Abinee, Associação Brasileira …

 Preocupada com a disposição do governo brasileiro, que quer negociar com o Paraguai uma relação de produtos eletro-eletrônicos que passariam a ser importados daquele país com alíquotas menores do que as atuais – embora não sejam fabricados no país vizinho, e por isso, não fariam parte do acordo do Mercosul – a Abinee, Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, – aguarda que a Receita Federal envie à entidade a lista de produtos que poderiam fazer parte dessa nova política tarifária, para se manifestar sobre os seus impactos para a indústria brasileira.

Na semana passada a Abinee travou a primeira reunião com o secretário de Receita Federal, Jorge Rachid, e manifestou-se contrária à intenção do governo de conferir benefícios especiais na importação brasileira de produtos provenientes do Paraguai. Mas, segundo Humberto Barbato, seu presidente, a entidade está disposta a estudar uma possível flexibilização dos impostos, caso a caso. “O fundamental é que a indústria estabelecida no Brasil não sofra uma concorrência desleal”, ressaltou o executivo.

Segundo ele, as empresas aqui instaladas poderiam aceitar que alguns produtos não fabricados no país – como o rádio de pilha ou o MP3 – passassem a ser beneficiados com uma alíquota de importação diferenciada, mas não poderão aceitar que produtos que são fabricados localmente sejam incluídos nessa relação. “Agora que estamos acabando com o mercado cinza dos desktops, não podemos aceitar, por exemplo, que seja ampliado o mercado cinza dos notebooks”, salientou Barbato.

Segundo Barbato, a indústria teme também que, ao se criar exceções para contemplar o Paraguai, o Brasil seja obrigado a estender os mesmos benefícios para os demais parceiros do Mercosul.

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