Abert não quer discutir destino da faixa de 700 MHz agora


 

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) não tem intenção de discutir agora o destino da faixa de 700 MHz, como querem as operadoras de telecomunicações. Segundo o diretor-geral da entidade, Luis Roberto Antonik, a prioridade é manter a frequência para a radiodifusão até o final do processo de digitalização dos canais, previsto para julho de 2016, quando o setor terá uma posição mais clara de onde a faixa precisará ser usada, por quem e até quando. “Antes disso, qualquer debate nesse sentido é prematuro”, afirmou.

 

Antonik nega que a entidade tenha sido procurada formalmente pelo SindiTelebrasil, como anunciado ontem, para tratar do assunto. Mas mesmo que seja contatada, o debate será adiado porque, de acordo com ele, o processo de digitalização dos sinais de TV está engrenando agora e ainda faltam definições e decisões importantes para dar celeridade aos trabalhos. “Enquanto isso, a posição da Abert é de defesa intransigente do uso da faixa de 700 MHz pela radiodifusão, dada a importância que tem para que as emissoras sigam prestando serviços de alta relevância para a sociedade brasileira”, disse.

Já as empresas de telecomunicações não escondem a pressa em definir a destinação da faixa. “Somente com esta frequência as operadoras de celular conseguem ampliar a cobertura da quarta geração”, assegura o diretor-executivo do SindiTelebrasil, Eduardo Levy. Ele alega que a frequência de 2,5 GHz, prevista para ser licitada em abril de 2012, só vai atender a uma elite do país.

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