Abert defende ampla revisão do uso da faixa de 3,5 GHz


Amparada em extensos estudos técnicos, A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) sugeriu uma ampla revisão das condições de uso da faixa de 3,5GHz para evitar interferências prejudiciais na planta instalada de mais de 20 milhões de parabólicas. A solução, defende a entidade, deverá abranger não somente os aspectos técnicos, como também os aspectos logísticos de se alcançar os respectivos usuários e os aspectos de custos, que, como usualmente se faz, se espera que sejam assumidos pelos interferentes.

Também recomenda que a Anatel leve em conta os aspectos regulatórios, estabelecendo inclusive a obrigação do interferente de cessar seus serviços imediatamente após se detectar que estaria prejudicando a recepção do sinal de TV na parabólica. “Essa ampla revisão deve ser feita por um grupo de trabalho eminentemente técnico, coordenado pela agência, com participação de todos os atores envolvidos”, disse a Abert, sugerindo a presença de do especialista da UIT (União Internacional de Telecomunicações) responsável pelas regras nessa faixa.

A Abert ressalta que, com o WiMAX, a banda C, faixa de freqüências que oferece melhores condições de propagação no Brasil, terá seu uso comprometido não só para TVRO, mas também para as demais aplicações nessa banda como trunking, backhaul de celulares e redes VSATs (links de satélite). A entidade sustenta ainda que a simples colocação de filtros mais potentes não mitiga a interferência, “como já foi comprovado por vários testes”.

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