Abert defende a produção de todos celulares com recepção de FM


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Background image created by Creativeart – Freepik.comCaiu a quantidade de celulares no país com a funcionalidade de recepção de sinais de rádio em frequência modulada (FM). É o que vai ser apresentado em nova pesquisa sobre uso de rádio a ser divulgada este mês pela Associação Brasileira da Rádio e Televisão (Abert).

Os dados serão usados a favor do Projeto de Lei (PL) 8438/2017, aprovado dia 2 em mais uma comissão da Câmara dos Deputados, e cujo texto estabelece que todos celulares tenham com o chip de FM. A matéria prevê essa obrigatoriedade aos aparelhos de telefonia celular fabricados ou montados no Brasil.

Segundo a entidade, a pesquisa registrou redução nas três faixas de preços pesquisadas: nos celulares que estão com preços de R$ 300 a R$ 700, passou de 100% para 89%;  de R$ 700 a R$ 1.000,00, diminuiu de 96% para 90%; na faixa acima de R$ 1.000, encolheu de 58% para 57%.

“A aprovação da matéria em mais uma comissão é vitória do consumidor”, afirmou ao Tele.Síntese o diretor geral da Abert, Cristiano Lobato Flores. Ele fez contraponto à nota emitida também ontem pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), usando dados da pesquisa anterior da Abert, criticando o projeto com o argumento de que fere a livre iniciativa e prejudica o consumidor por restringir a oferta de celulares.

Rádio celular

Nas palavras do dirigente da Abert, a redução dos celulares com chip para FM corre na contramão da tendência dos consumidores. Disse que pesquisa realizada pela Kantar Ibope apontou que, de 2018 para 2019, houve um aumento de 20% na população que escuta rádio via celular.

“A proposta é transformar o celular também em rádio FM, sem precisar de conexão de internet, porque esse serviço não é oferecido em várias partes do país”, justificou. Acrescentou que o projeto vai ajudar os consumidor também a identificar se estão habilitados os chips de FM dos celulares produzidos com essa funcionalidade. Disse que a entidade está disposta a dialogar com a indústria.

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