A TIM quer comprar freqüências de 3G e de WiMAX


Ao voltar da reunião com o board da Telecom Italia, que oficialmente avisou ao mercado internacional ter recebido propostas de compra da TIM Brasil, sem, no entanto, tê-la colocado à venda, Mario Cesar de Araujo, presidente da operação brasileira, está cheio de novidades e muitos planos para manter o ritmo de crescimento da empresa no …

Ao voltar da reunião com o board da Telecom Italia, que oficialmente avisou ao mercado internacional ter recebido propostas de compra da TIM Brasil, sem, no entanto, tê-la colocado à venda, Mario Cesar de Araujo, presidente da operação brasileira, está cheio de novidades e muitos planos para manter o ritmo de crescimento da empresa no país. Com a certeza de que a TIM não é apenas uma operadora de telefonia móvel, mas uma empresa de comunicação móvel, Araujo não tem medo de enfrentar as operadoras integradas porque, afirma ele, a sua empresa também estará, cada vez mais, oferecendo serviços integrados e convergentes. “Nós chegaremos ao cliente com todos os serviços, seja voz fixa ou móvel, internet e muito conteúdo de informação e entretenimento”, afirma. Para isso, promete muitos novos planos de serviços do tipo TIM Casa — voltado para a captura do assinante da telefonia fixa. E pretende firmar muitas parcerias, que incluem, inclusive, a distribuição de conteúdo audiovisual . “Nós queremos o conteúdo brasileiro, nacional e regional”, ressalta.

Evolução

Para fortalecer sua estratégia, Araujo aponta ser imprescindível contar com mais freqüências que lhe permitam prover serviços de banda larga. E nessa seara, avisa, irá arrematar freqüências de 3G e também de WiMAX, quando elas forem vendidas pela Anatel. “A 3G e o WiMAX não são excludentes ou conflitantes”, analisa.

Se, há três anos, a TIM era uma das empresas que reagia contra a venda das freqüências de 3G, por entender que as empresas precisavam amortizar os investimentos realizados nas redes de segunda geração, hoje, a sua bandeira é 3G já! Isso porque, explica, a tecnologia evoluiu bastante, e já pode repassar para o cliente essa redução de custos e economia de escala. “Assim como aconteceu com o GSM, que provocou essa explosão de consumo, a 3G já está madura. Podemos encontrar, no mercado internacional, aparelhos a US$ 60”, afirma.

Para o executivo, a 3G é, também, uma alternativa real para o governo cumprir o seu objetivo de ampliar a cobertura celular para os demais municípios brasileiros. Para ele, o país perderia muito, se fosse concretizada a hipótese de estancar a evolução tecnológica à espera da quarta geração. “Não podemos parar, a atualização da indústria é fundamental para a redução de custos das empresas e para a oferta de novos e melhores serviços aos usuários”, advoga.

Isonomia

E, avisa: para a TIM, o único tratamento que entende ser isonômico é se as licenças de 3G (de 1,9 GHz e 2,1 GHz) forem vendidas simultaneamente às licenças de 1,9 GHZ e 1,8 GHz, cujos editais a Anatel já lançou para consulta pública. E as razões são muito simples, explica: sem essas freqüências, a TIM fica fora do mercado de banda larga. Isso porque, enquanto a Claro pode oferecer serviços de terceira geração na freqüência de 850 MHz, e a Vivo resolve o seu problema comprando as freqüências de 1,9 GHz, a TIM não pode se expandir, já que conta apenas com freqüências de 1,8 GHz.

WiMAX

O WiMAX, para Araujo, é também uma freqüência importante para ampliar o “foot print” da empresa. Nos primeiros momentos, entende, a sua tecnologia será usada para atender ao mercado das grandes corporações — a exemplo da tecnologia EDGE —, mas no futuro, vislumbra o executivo, ela passa a ser uma opção importante para a quarta geração.

Enquanto torce para que essas freqüências sejam colocadas à venda rapidamente, Araujo promove algumas mudanças na corporação. Entre elas, acaba de criar duas novas diretorias — de clientes, voltada para capturar clientes dos competidores e reter seus clientes atuais; e de novos negócios. Por falar em novos negócios, em breve, a Tim mostra a sua cara na internet. “Sei que estamos atrasados nesse segmento. Mas não por muito tempo”, conclui.

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