A Telefónica e o celular brasileiro voltam a provocar especulações na Europa


 O jornal português Diário Econômico, cujo dono, a empresa Ongoing, possui 6,7% do capital da Portugal Telecom, afirma hoje em suas páginas que a Telefónica estuda até mesmo comprar a participação da Portugal Telecom na Vivo (cada uma detém 50% do capital) para integrar suas operações fixas e móveis no Brasil. Embora o jornal afirme …

 O jornal português Diário Econômico, cujo dono, a empresa Ongoing, possui 6,7% do capital da Portugal Telecom, afirma hoje em suas páginas que a Telefónica estuda até mesmo comprar a participação da Portugal Telecom na Vivo (cada uma detém 50% do capital) para integrar suas operações fixas e móveis no Brasil. Embora o jornal afirme que a empresa espanhola não tenha se pronunciado sobre essa possibilidade, ele diz  que Telefónica poderia até mesmo fazer  uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) para adquirir as ações da PT. Mas essa solução, admite o jornal, seria muito difícil, visto que a operadora espanhola teria que ter a aprovação do governo português, que possui golden share.

Mas há a possibilidade efetiva de o governo português perder essas goldens shares, questão que está sendo julgado pelo tribunal europeu. Os controladores privados da Portugual Telecom – além da Ongoing, há o BES com 8% e a Caixa, com 7,3% – afirmam, porém, que mesmo sem a golden share, uma aquisição deste porte dependeria da aprovação política do governo de centro-direita, José Sócrates, e, é claro, do preço a ser pago pelas ações dos controladores privados nesta possível oferta hostil. No recado dado, fontes do jornal avisam que a Telefónica, para ter controle da operadora portuguesa, precisará do apoio dos sócios privados para aprovarem a desblindagem do estatuto, pois hoje,qualquer um que compre mais de 50% do capital da PT, só tem direito de voto sobre 10% das ações.

Em outra matéria o jornal afirma, no entanto, que a Portugal Telecom apenas aguarda a fusão da Telefónica com a Telecom Italia para ficar sozinha no controle da Vivo. Para fazer essa aquisição, que custaria entre 3,5 a 4,5 bilhões de euros, a empresa, segundo seu presidente executivo, Zeinal Bava, tem plena capacidade para financiar esse projeto. Para isso, especula o jornal,  iria contar com o seu caixa e o da própria Vivo, que em 2009 multiplicou por cinco o cash flow e está pouco endividada. (Da redação).

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