A tecnologia sem fio WiMAX concorre com a móvel celular?


Para a Qualcomm, a resposta é sim. E, segundo Marco Aurélio Rodrigues, presidente da subsidiária brasileira, há antagonismo “político” e tecnológico entre as duas alternativas de comunicação wireless (sem fio). “A 3G não tem o mínimo apelo por aí, portanto não tem apoio político que apresse a licitação de freqüências”, afirma o executivo. Quanto ao …

Para a Qualcomm, a resposta é sim. E, segundo Marco Aurélio Rodrigues, presidente da subsidiária brasileira, há antagonismo “político” e tecnológico entre as duas alternativas de comunicação wireless (sem fio). “A 3G não tem o mínimo apelo por aí, portanto não tem apoio político que apresse a licitação de freqüências”, afirma o executivo. Quanto ao antagonismo tecnológico, ele considera o WiMAX importante para a telefonia fixa, mas diz que falar em WiMAX móvel é um “engano”.

Rodrigues contesta um dos argumentos favoráveis ao WiMAX, segundo o qual, pode ajudar a levar a banda larga para o interior do país e, assim, contribuir para a inclusão digital e social de milhares de brasileiros. Para ele, a melhor opção para inclusão é a 3G – HSPA (High Speed Packet Access, acesso por pacotes em alta velocidade) ou a WCDMA (Wide Code Division Multiple Access, acesso em banda larga por divisão de código) – ambas tecnologias mais “maduras” do que o WiMAX.

Nesse sentido, segundo dados compilados pela Qualcomm, em 2011, enquanto haverá 1,4 bilhão de assinantes 3G, serão “apenas” 39 milhões de usuários WiMAX. Na mesma linha de argumentação, mesmo para segmentos específicos, no caso volumes de notebooks com 3G e WiMAX embarcadas, “a disponibilidade de dispositivos 3G será muito superior à oferta de terminais WimAX”. Mais de 35 milhões com chips 3G, menos de 10 milhões com chips WiMAX.

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