A rede deve ser pensada também como plataforma de negócios


Internet como uma grande plataforma para alavancar transações. Esta é o conceito pelo qual Fábio Coelho, presidente do IG gostaria de pautar as discussões de regulamentação do setor. O executivo defendeu, nesta quarta-feira, dia 15, durante o 23º. Encontro Tele.Síntese, que a convergência de tecnologias que deságua na internet possibilita uma discussão que vai muito além de uma proposta de regulação que aumente a circulação de conteúdo local.

“Precisamos pensar – além das camadas de conteúdo e das questões de acesso – que há a camada de negócios e transações”, alega. Segundo ele, nos Estados Unidos, as cidades que têm mais de 70% de penetração de banda larga vivenciaram um salto de eficiência transacional impressionante. O Brasil poderá vivenciar essa realidade, acredita o executivo. Para ele, ela favorecerá o mercado interno e fomentará o empreendedorismo local.

Coelho defende que a revolução da internet passa pela remuneração das empresas que prestam o serviço. “Seu modelo de democracia deve abranger tanto o acesso, quanto a geração de conteúdo e de negócios”, resume. “É preciso que seu modelo respeite as instituições, a propriedade intelectual, os contratos e os investimentos feitos nas redes (pelas operadoras)”, conclui.

Anterior "Internet livre no conteúdo, mas regulada na infraestrutura"
Próximos Jornalismo e capital estrangeiro confrontam-se na internet