A Promon Tecnologia quer dobrar de tamanho. Em cinco anos.


{mosimage}Para isso, a empresa, que cresceu 20% em 2005, vai concentrar esforços na área de tecnologia de informação e no desenvolvimento de aplicações. E quer, ainda, se transformar em empresa regional, com atuação na América do Sul, como revela, nesta entrevista, seu diretor-geral Eduardo Cardoso.

Em cinco anos, a Promon Tecnologia, empresa do Grupo Promon, quer dobrar de tamanho. Seu planejamento estratégico prevê um crescimento anual de 15%, com foco em três áreas: desenvolvimento de aplicações para os mercados de telecom e corporativo, ampliação da expertise em tecnologia da informação e internacionalização da empresa. “A Promon Tecnologia quer ser uma empresa regional, com presença na América do Sul”, anuncia, otimista, seu diretor-geral, Eduardo Cardoso.
Uma das maiores integradoras do mercado de telecomunicações, a Promon Tecnologia, que tem também uma forte atuação na área de consultoria, fechou o ano com um faturamento de R$ 200 milhões, 20% mais do que em 2004. Foi o seu desempenho que permitiu à Promon Participações, que também controla a Promon Engenharia e é a acionista majoritária da Trópico, manter, em 2005, o mesmo nível de receita de 2004 – cerca de R$ 500 milhões (os números ainda estão sendo fechados). O desempenho da área de engenharia ficou comprometido com os baixos investimentos em infra-estrutura.
Com quase uma centena de contratos em 2005, 80% dos quais com operadoras de telecom, a Promon Tecnologia iniciou o ano com uma carteira de R$ 40 milhões, volume que deveria dobrar até o final de janeiro. “Apesar das operadoras estarem investindo menos, elas investem em tecnologia de ponta que é a nossa área de atuação”, diz Cardoso. Seus principais projetos envolvem backbones IP e conectividade.

Tele.Síntese As operadoras vêm reduzindo, nos últimos anos, seus investimentos em rede. Mas, mesmo assim, os negócios da Promon Tecnologia cresceram em 2005 e você projeta, para o médio prazo, uma expansão consistente da receita. Qual a mágica?
Eduardo Cardoso – De fato, elas reduziram seus investimentos, a partir de 2001, 2002. Mas estão concentrando os recursos nas redes de dados, na conectividade, na banda larga, que é exatamente onde atuamos. Somos uma empresa focada na tecnologia de ponta, nosso papel é ajudar nossos clientes a construir o futuro. É isso que explica nosso desempenho. Tínhamos uma meta de crescer 10%, e crescemos 20%, com R$ 200 milhões de faturamento em 2005. A Promon Tecnologia representa 40% do faturamento da Promon Participações.

Tele.SinteseEssa é uma média do crescimento do segmento de serviços profissionais para o mercado de telecom?
Cardoso – Pelas informações disponíveis, embora não sejam dados muito confiáveis, o mercado de serviços profissionais no nosso segmento deve ter crescido, em média, 10%. Nossa meta é sempre crescer um pouco acima da média do mercado, para ir ampliando nosso market share. Estamos fazendo nosso planejamento estratégico para os próximos cinco anos, e a nossa meta é  crescer 15% ao ano. Em 2010, queremos ter o dobro do tamanho atual.

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Como esse crescimento será garantido?
Cardoso – Vamos manter nosso foco em tecnologia de ponta. Para manter esse ritmo de crescimento, temos alguns grandes desafios. Basicamente, vamos trabalhar em três vertentes. Uma delas é o desenvolvimento da área de tecnologia da informação, porque está intimamente ligada à concectividade, que está no core de nossas atividades. A Promon Tecnologia, desde o ano passado, está dividida em duas áreas: telecom e TI. Outra vertente estratégica é o desenvolvimento de aplicações tanto para o mercado de telecom quanto para o mercado corporativo. Já tivemos, no passado, uma forte presença no mercado corporativo, do qual acabamos saindo em função de outras demandas prioritárias, especialmente a partir do processo de privatização. Agora, queremos voltar a ter uma participação mais relevante no mercado corporativo, que ainda é marginal em nossas receitas – entre 5 e 10%. Começamos uma reaproximação com o mercado corporativo no ano passado, a partir dos segmentos de atuação do Grupo Promon, ou seja, petróleo, gás, telecom e infra-estrutura em geral. Queremos, em 2006, dobrar a receita dos contratos no mercado corporativo. Para isso, reestruturamos nossa área de comercialização para o mercado corporativo, o pré e o pós-venda. Nosso foco são as grandes redes de comunicação, clientes que precisam de infra-estrutura sofisticada de rede para suportar os seus negócios.

Tele.Sintese E qual é a terceira vertente?
Cardoso – É a internacionalização da Promon Tecnologia. Queremos fazer dela uma empresa regional. Temos consciência da importância de atuarmos fora do Brasil. O Grupo Promon já teve várias  iniciativas no exterior ,  principalmente na área de engenharia. Mas também na de tecnologia. A Promon chegou a ter uma empresa de Frame Relay nos Estados Unidos, a ATC, uma iniciativa que foi muito bem-sucedida – tanto que fez o IPO da empresa que foi vendida, por volta de 1985. Depois, a Promon teve uma empresa na Colômbia para a implantação de redes de telecom, os antigos PCTs, e outros projetos no Chile. Mas nunca tivemos um direcionamento no sentido de fazer da Promon Tecnologia uma empresa regional, com atuação na América do Sul. É nisso que estamos trabalhando, no momento. Queremos aproveitar nossa capacitação em serviços profissionais, nossas parcerias como provedores de tecnologia para expandir nossa atuação para outros mercados.

Tele.Sintese Como se divide, hoje, o faturamento da Promon Tecnologia?
Cardoso – Por tipo de negócio, os serviços de integração lideram com 80%, e os 20% restantes se dividem entre serviços profissionais (10%) e operações suporte e manutenção (outros 10%). Já a divisão entre TI e telecom é muito dificil de ser estabelecida, porque, cada vez mais, um mundo vai para dentro do outro. Feita essa ressalva, a divisão de TI responde por algo entre 10 e 30% da receita, dependendo do critério aplicado. O restante é telecom. Em relação aos clientes, eles estão divididos em clientes estratégicos, clientes-alvo e eventuais. Os estratégicos são aqueles com os quais nós construimos juntos o futuro; grande parte da nossa receita está aí. Os clientes-alvo são aqueles nos quais localizamos uma oportunidade, investimos nela para construir uma relação duradoura. Nem sempre temos sucesso pois muitas operadoras preferem trabalhar com integradores de seu país de origem. Essa é uma limitação. E os eventuais são o que o próprio nome diz. Atendemos às suas demandas, porque precisamos rodar nossa máquina, mas elas não estão no nosso foco estratégico.

Tele.Síntese Entre seus clientes estratégicos, quais destacaria?
Cardoso – Os nossos maiores clientes, no mercado telecom, são a Telemar e o Grupo Telmex (Claro, Embratel e NETServiços) e, no mercado corporativo, a Petrobras. A Claro nos  contratou para fazer o gerenciamento da implantação de toda a sua rede de estações radiobase, 5 mil estações implantadas no prazo de um ano. Foi um projeto muito importante para nós.

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Você disse que a Promon Tecnologia tem trabalhado, junto com seus clientes estratégicos, para ajudá-los a construir o futuro. O que há nesse futuro?
Cardoso – Temos um projeto de triple playcom duas operadoras. Elas estão tentando transformar isso em realidade para 2006/2007; o modelo de negócios está sendo avaliado e ele enfrenta, ainda, as barreiras regulatórias. Mas como já vem ocorrendo em outros países do mundo, mais cedo ou mais tarde o triple play vai ser uma realidade. Também estamos desenhando nossas parcerias para entrar no mundo do Wi-MAX. No ano que vem, deve acontecer a 3G na telefonia celular, e também estamos atentos, já trabalhando com operadoras e parceiros tecnológicos. Na verdade, continuamos com nosso foco de sempre: atuando no presente  com o olho no futuro.  

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