A promessa do WiMAX: banda larga e desenvolvimento nacional.


{mosimage}Estudos demonstram que o acesso à banda larga acelera o desenvolvimento social e econômico de um país, trazendo melhoria na qualidade de vida, empregos de maior qualificação e incremento no PIB, diz Luiz Rego, diretor do WiMAX Fórum no Brasil. Neste artigo, ele aponta as vantagens da tecnologia para um país com as dimensões do Brasil.

Estudos demonstram que o acesso à banda larga acelera o desenvolvimento social e econômico de um país, trazendo melhoria na qualidade de vida, empregos de maior qualificação e incremento no PIB. De acordo com uma pesquisa da McKinsey publicada em 2009, a cada 10% do incremento da penetração da banda larga, o PIB nacional cresce na proporção entre 6% e 7%.

Ao examinarmos a realidade brasileira, é fácil perceber que o país está perdendo grandes oportunidades. Apesar de suas dimensões continentais, a penetração da banda larga atinge apenas cerca de 5% da população no Brasil, que está atrás da Argentina e Chile, segundo informações da IDC. Essa taxa, no entanto, não é uniforme. Enquanto no Nordeste ela está estimada em 1,09% e no Norte em 2,96%, o Sul possui a maior penetração, com 6,61%. Não obstante a pouca oferta, o consumidor ainda paga caro para obter uma conexão bem aquém do que é oferecido nos países maduros.

Em face desse desafio, a tecnologia WiMAX atualmente é a melhor opção para conectar um país com dimensões continentais como o Brasil, por oferecer acesso fixo, móvel ou nomádico à banda larga wireless, por um preço competitivo. Em mais de 141 países, o WiMAX já é uma realidade, com cerca de 500 implementações.

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São países que já perceberam que o desenvolvimento de sua economia e nível social de sua população, é possível, em partes, graças à banda larga. Entre os que estão fazendo uso pleno dessa tecnologia podemos citar a Rússia. A operadora russa Yota lançou a sua rede em fase de testes em setembro de 2008 e as operações comerciais em junho de 2009. As estatísticas da companhia mostraram que houve uma mudança no padrão de consumo. Em março, 47% dos assinantes já usavam internet móvel WiMAX 4G. Recentemente, o Japão anunciou seus planos de cobrir todo o seu território com serviços WiMAX.

Até mesmo países africanos já estão provando os benefícios do WiMAX. No continente que possui diversas nações em franco desenvolvimento e pouca ou inexistente infraestrutura de internet, a tecnologia encontrou um ambiente ideal. O WiMAX fornece a oportunidade de conectar a população com internet e serviços VoIP imediatamente a um preço imbatível, levando os governantes a oferecer espectro para esse fim.

Enquanto isso, no Brasil, a falta de definição do uso do espectro faz com que cada mês de atraso na implementação da tecnologia banda larga wireless como o WiMAX leve a uma perda econômica. Basta citar um estudo divulgado pela consultoria especializada em telecomunicações, Guerreiro Consult. De acordo com ele, o leilão do espectro remanescente de 2002 e dos novos 100MHz na faixa 3,5GHz pode render ao Brasil um benefício econômico-social avaliado em R$ 22 bilhões, podendo chegar a R$ 38,5 bilhões. E não há motivos para a não liberação do uso do espectro. A cadeia produtiva já está pronta, atualmente existem 180 produtos certificados pelo WiMAX Fórum e a previsão para 2011 é que esse número ultrapasse 400.

Isso nos leva a concluir que o Brasil pode ter hoje acesso a uma banda larga wireless excelente. Para isso é preciso que a Anatel tenha um regime regulatório flexível que reconheça todo o potencial econômico e social do WiMAX e sua versatilidade em oferecer suporte a uma ampla gama de negócios e modelos de uso do espectro. Assim veremos o florescimento de uma verdadeira banda larga.

* Luiz Rego é diretor do WiMAX Fórum no Brasil

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