A Nokia joga pesado no campo do software livre


Recife – Hoje, enquanto o Symbian continua como o sistema operacional dos telefones celulares, de olho na casa conectada e na área de entretenimento, a Nokia entra de cabeça na comunidade open source, pesquisando e desenvolvendo aplicações sobre Linux para equipamentos móveis. Por isso, a empresa anunciou hoje, 27, um novo núcleo do Instituto Nokia …

Recife – Hoje, enquanto o Symbian continua como o sistema operacional dos telefones celulares, de olho na casa conectada e na área de entretenimento, a Nokia entra de cabeça na comunidade open source, pesquisando e desenvolvendo aplicações sobre Linux para equipamentos móveis. Por isso, a empresa anunciou hoje, 27, um novo núcleo do Instituto Nokia de Tecnologia (INdT), em Recife (PE), o terceiro no país, que se soma aos de Brasília e Manaus (AM), criados em 2002. Sem abrir os recursos que investe em P&D, a fabricante se limita a informar que, entre 2002 e 2004 aplicou US$ 70 milhões em pesquisa e desenvolvimento no Brasil.
A nova unidade do INdT tem como objetivo trabalhar em aplicações baseadas em software livre – Linux e outras tecnologias de código aberto – com foco em mobilidade e multimídia, utilizando como ambiente de desenvolvimento a plataforma Maemo. Em Recife, a maioria dos estudos será direcionada para TV digital, internet, entretenimento, VoIP e tecnologias de rádio (bluetooth, Wi-Fi). Em TV digital, aliás, o INdT participou no desenvolvimento de sistema de processamento digital de sinais com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, informa o presidente do instituto, Geraldo Feitoza.
Especialidades
Nas três unidades do instituto, as competências vão desde processamento digital de sinais (DSP, sigla em inglês) – microprocessadores destinados ao processamento de sinais de áudio e vídeo – a interfaces do usuário. A construção de um ecossistema multimídia envolve o Gstreamer, que funciona como o ambiente base para a criação de aplicações de streaming de mídia. Em TV digital, a pesquisa é para entender como usar o Linux no processo, isto é, associar a TV tradicional a um dispositivo móvel de internet.
Com sabor local (no nome) é o projeto Tapioca – Telephony Application Programming Interface, framework para o desenvolvimento de sistema mensagem instantânea sobre VoIP, e cuja conexão pode ser via bluetooth ou Wi-Fi. Marcio Macedo, integrante da equipe INdT de Recife, explica que a aplicação é algo similar ao Google Talk, que tem a internet como base para as pessoas se comunicarem – tanto por texto, como por voz. Essa é a primeira experiência do INdT com Gstreamer, RAD (Rapid Application Development) e comunicação multimídia usando Linux (SIP, Gtalk).
Em conectividade, múltiplas tecnologias de rádio, protocolos e ambientes possibilitam capturar e compartilhar mensagens e imagens em diversos dispositivos. Hoje, os elementos-chave em conectividade para o instituto são o Universal Plug and Play, conjunto de protocolos de rede de computadores para conexão direta e simplificação da implementação de redes em casa e escritórios; e o BlueZ, projeto de código aberto destinado a portar as especificações do bluetooth no Linux.
A jornalista viajou a convite do INdT

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