A memória se tornou global, diz Lévy


A web é um território imenso, mas sem nenhum mapa. Porque, então, não criar um sistema de coordenadas primeiro, para podermos navegar nesse espaço infinito? Essa é uma das indagações de Pierre Lévy, filósofo e principal teórico do conceito de inteligência coletiva, realizou palestra ontem, 16 de agosto, em São Paulo, a convite da Fundação …

A web é um território imenso, mas sem nenhum mapa. Porque, então, não criar um sistema de coordenadas primeiro, para podermos navegar nesse espaço infinito? Essa é uma das indagações de Pierre Lévy, filósofo e principal teórico do conceito de inteligência coletiva, realizou palestra ontem, 16 de agosto, em São Paulo, a convite da Fundação Telefônica. A utilização de redes abertas de computação na internet, segundo o filósofo, caracterizam um novo tipo de conexão social, na qual o saber torna-se coletivo, democratizando o acesso à informação, que é atualizada com o uso da interatividade, das comunidades virtuais, fóruns, wikis, e outros.

Lévy defende a necessidade de se estabelecer uma linguagem de internet que possa ser compreendida, e traduzida para todas as línguas naturais faladas e usadas no mundo. A internet possibilitou que os conhecimentos sejam disseminados de maneira quase instantânea, o que vai engendrar novas formas das comunidades se relacionarem. “Há diferentes espécies de conhecimento, que estão no mesmo ecossistema, e temos que viver nesse ecossistema, em que a memória está em todo lugar”, disse o filósofo. “De repente a memória se tornou global”, afirmou Lévy, que exemplificou as novas relações citando o exemplo das bibliotecas escolares, em que cada escola deveria ter os mesmos livros que a outra. “Se está na internet, está em todo lugar. O papel das instituições é eliminar a redundância”, concluiu.  

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