A guerra entre dois gigantes ibéricos pela Vivo


As ações da Portugal Telecom chegaram a disparar perto de 9%, na manhã de hoje, com os rumores de que o empresário mexicano Carlos Slim voltaria à sua estrutura como acionista. Dono da América Móvil, que opera com a marca Claro no Brasil, Slim estaria disposto a comprar uma participação na Portugal Telecom para impedir …

As ações da Portugal Telecom chegaram a disparar perto de 9%, na manhã de hoje, com os rumores de que o empresário mexicano Carlos Slim voltaria à sua estrutura como acionista. Dono da América Móvil, que opera com a marca Claro no Brasil, Slim estaria disposto a comprar uma participação na Portugal Telecom para impedir uma possível oferta da Telefónica pela companhia portuguesa. No início deste mês, a PT rejeitou uma oferta da Telefónica de 5,7 bilhões de euros pela participação na Vivo e ontem o diretor financeiro da operadora espanhola ameaçou fazer uma oferta hostil de aquisição da Portugal Telecom, na tentativa de persuadi-la a ceder o controle da Vivo.

O jornal português Diário Econômico noticiou hoje que Slim vem mantendo contato com a PT e com alguns de seus principais acionistas, como o Banco Espírito Santo, e que possui uma equipe em Lisboa para preparar a operação. O porta-voz do empresário, Arturo Elias, no entanto, disse à Bloomberg que não existem conversações com a PT ou com os seus acionistas.

A Portugal Telecom, por sua vez, estaria se movimentando para obter o apoio de investidores estrangeiros para o lançamento de uma possível contra-oferta sobre a participação da Telefónica na Vivo. "Posso afirmar com certeza absoluta que existem muitos investidores do Oriente Médio e da Ásia interessados", afirmou o presidente do Banco Espírito Santo Investimento (BESI), José Maria Ricciardi, à Bloomberg. "O status quo já não é uma opção e tudo é possível. A única solução que vejo é encontrar uma forma para que tanto a Telefónica como a PT tenham investimentos importantes no Brasil, mas que não sejam na mesma empresa", afirmou Ricciardi. "Para nós, a presença no Brasil é muito importante e o preço não é o problema", acrescentou o presidente do BESI.

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O primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, também reagiu a disputa que se trava por declarações dos dois grupos de telecomunicações na mídia e afirmou nesta quinta-feira que o governo português quer uma "PT grande, uma PT com escala", acrescentando que para Portugal a operadora é uma empresa estratégica, razão pela qual o Estado tem uma golden share.

O primeiro-ministro fez a declaração em São Paulo, onde se reuniu hoje com empresários na Fiesp, e esteve com o presidente da Vivo, Roberto Lima, que evitou comentar a disputa, limitando-se a dizer que a direção da operadora acompanha os desdobramentos da negociação. "O esforço é para manter a empresa com foco nos seus negócios, nos seus clientes, para não ser prejudicada pela disputa", disse Lima a agência Lusa. (Da redação, com agências internacionais)

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